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  • 1 de Fevereiro, 2008
  • Por Carlos Esperança
  • Política

Manuel Buíça e Alfredo Costa – Mártires da liberdade

A Guerra dos Trinta Anos, uma das guerras religiosas mais prolongadas e devastadoras da Europa (1618/1648), quando os príncipes tinham o direito de impor as suas crenças aos habitantes dos seus domínios, custou milhões de mortos. Só a Alemanha perdeu metade da população, reduzida de 16 para 8 milhões de habitantes.

Foi longo o sofrimento que conduziu à Paz da Vestfália, em 24 de Outubro de 1648, em que pela primeira vez é reconhecida a liberdade religiosa a protestantes e católicos sem que a conversão dos príncipes obrigasse à dos súbditos. Foi sangrenta a conquista da liberdade religiosa pelos luteranos e calvinistas mas o totalitarismo católico foi vencido, as fronteiras foram redefinidas e a secularização avançou. Ninguém se alegra hoje com a carnificina mas todos beneficiamos da liberdade então dolorosamente alcançada.

A Revolução Francesa pôs termo a um regime de mais de quinhentos anos e extirpou as raízes que eram obra da Igreja católica com mais de mil e duzentos anos. Em 1789 começou uma década em que o Iluminismo destruiu a autoridade do clero e da nobreza, aboliu o absolutismo monárquico e abriu as portas aos modernos Estados democráticos.

Ninguém exulta com o terror então vivido, com o sangue, a violência, as retaliações e, muito menos, com a decapitação de Luís XVI e de Maria Antonieta, mas aboliram-se o feudalismo, a monarquia, o absolutismo, o poder do clero e da nobreza e começou a Idade Contemporânea que os historiadores datam em 1789. A Revolução produziu as mais profundas transformações políticas, económicas e sociais de sempre, além de ter estado na génese da independência dos países da América Latina.

O dia 14 de Julho – tomada da Bastilha –, é justamente o dia nacional da França.

Em 1 de Fevereiro de 1908, a degradação ética, o caos económico e a bancarrota, eram em Portugal o saldo da ditadura de João Franco, em clima de vindicta política – prisões arbitrárias, fecho do Parlamento, encerramento de jornais, julgamentos sumários e anunciadas deportações em massa de adversários políticos, monárquicos e republicanos.

Instalou-se o terror após a suspensão da Carta Constitucional que o rei assinou com a frieza com que premia o gatilho na caça às perdizes e o entusiasmo com que apoiava a ditadura de João Franco desde 1906.

Manuel Buíça e Alfredo Costa evitaram o desterro e a morte de numerosos portugueses, pondo fim à ditadura opressora, e abriram o caminho para a implantação da República, desgraçadamente à custa das vidas de D. Carlos, do príncipe herdeiro e deles próprios, sonhando com a República sob os escombros da monarquia que agonizava e a que vibraram um golpe fatal.

O assassínio é inaceitável, como insuportável era a repressão do ditador João Franco e a cumplicidade real. Por isso se lamentam as trágica mortes reais e a brutalidade exercida contra os regicidas mas, tal como o Mestre de Avis, os conjurados de 1640 e Machado Santos, Manuel Buíça e Alfredo Costa merecem um lugar no altar da Pátria que amaram e no coração da República por cujos ideais se imolaram. 

141 thoughts on “Manuel Buíça e Alfredo Costa – Mártires da liberdade”
  • charro alimado

    Exactamente o que eu penso, obrigado Carlos por este post. Estou farto de vilipendiem a memória de Manuel Buiça e Alfredo Costa,
    Viva a Liberdade!

  • charro alimado

    Exactamente o que eu penso, obrigado Carlos por este post. Estou farto de vilipendiem a memória de Manuel Buiça e Alfredo Costa,
    Viva a Liberdade!

  • rei marcelo

    Carlos Esperança,
    muito bom texto, apesar de na minha opinião o assassínio ser até mesmo desejável em algumas circunstâncias, mas de qualquer forma, meus parabéns.

    Ateu-Cruzeirense
    Cruzeiro 3×1 Cerro Porteño

  • rei marcelo

    Carlos Esperança,
    muito bom texto, apesar de na minha opinião o assassínio ser até mesmo desejável em algumas circunstâncias, mas de qualquer forma, meus parabéns.

    Ateu-Cruzeirense
    Cruzeiro 3×1 Cerro Porteño

  • Alberto

    Jandira, Mucura e Juvenal: Se vocês não nascerem de novo, não vão entrar no Reino do Céu.

  • Alberto

    Jandira, Mucura e Juvenal: Se vocês não nascerem de novo, não vão entrar no Reino do Céu.

  • 777

    Gostei muito do texto.

    Eu acho que todas as pessoas gostariam de ouvir a voz de deus, pronto assim acabava-se o mistério e supostamente saberia-se tudo de uma vez por todas!

    Agora ouvir a palavra de Deus de uma pessoa pessonhenta, rançosa, aborrecida como uma azeitona podre e mal educada e ainda por cima burra e estupida que nem o Alberto é que nem o diabo o atura, eu acho que quando ele morrer vai ser criado um cantinho só para ele longe de deus, anjos, diabo, demónios e tudo mais só para ninguem o ouvir…

  • 777

    Gostei muito do texto.

    Eu acho que todas as pessoas gostariam de ouvir a voz de deus, pronto assim acabava-se o mistério e supostamente saberia-se tudo de uma vez por todas!

    Agora ouvir a palavra de Deus de uma pessoa pessonhenta, rançosa, aborrecida como uma azeitona podre e mal educada e ainda por cima burra e estupida que nem o Alberto é que nem o diabo o atura, eu acho que quando ele morrer vai ser criado um cantinho só para ele longe de deus, anjos, diabo, demónios e tudo mais só para ninguem o ouvir…

  • Alberto

    A voz de Deus está na Sua Palavra. “As Minhas ovelhas ouvem Minha voz, e elas Me seguem.”

  • Alberto

    A voz de Deus está na Sua Palavra. “As Minhas ovelhas ouvem Minha voz, e elas Me seguem.”

  • Nina the Cat

    …os pastores ten essa mania, sim. Fazem as pobres ovelhas acefalas seguir a sua voz cegamente ate ao matadouro. Soubessem as coitadas e colocavam pez nas orelhas e negavam-se aos vis encantamentos do labrego. Mas helas… Sao estupidas e creem que o interesse do pastor corresponde ao seu… Ja humanos seguirem pastores invisiveis e obviamente crueis e’ estupidez pura, ausencia de amor proprio e falta de massa encefalica viavel.

  • Nina the Cat

    …os pastores ten essa mania, sim. Fazem as pobres ovelhas acefalas seguir a sua voz cegamente ate ao matadouro. Soubessem as coitadas e colocavam pez nas orelhas e negavam-se aos vis encantamentos do labrego. Mas helas… Sao estupidas e creem que o interesse do pastor corresponde ao seu… Ja humanos seguirem pastores invisiveis e obviamente crueis e’ estupidez pura, ausencia de amor proprio e falta de massa encefalica viavel.

  • Fernando Isidoro

    Carlos Esperança

    Excelente texto, excelente mesmo. Parabéns
    Se me permite faço minhas todas as palavras do seu post .
    Saudações cordiais e republicanas

  • Fernando Isidoro

    Carlos Esperança

    Excelente texto, excelente mesmo. Parabéns
    Se me permite faço minhas todas as palavras do seu post .
    Saudações cordiais e republicanas

  • Carlos Esperança

    Fernando Isidoro:

    Valem os leitores que nos apreciam para compensar os que nos insultam.

    Um abraço republicano, extensivo ao 777, Ateu-Cruzeirense e charro alimado.
    .

  • Carlos Esperança

    Fernando Isidoro:

    Valem os leitores que nos apreciam para compensar os que nos insultam.

    Um abraço republicano, extensivo ao 777, Ateu-Cruzeirense e charro alimado.
    .

  • 1atento

    Caro Carlos Esperança:
    Já vi publicado em vários sitios, alguns de sua iniciativa, a CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça (28/1/1908)
    Escrita (e reconhecida) em 28 de Janeiro, quatro dias antes do regicídio
    que faz parte dos documentos arquivados na Associação República e Laicidade.

    Considero importante recordar esse documento, no dia de hoje, pelo que além do link, acima, para o sitio da A.R &.L., passo a colar aqui o texto dessa carta:
    “Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.“

  • 1atento

    Caro Carlos Esperança:
    Já vi publicado em vários sitios, alguns de sua iniciativa, a CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça (28/1/1908)
    Escrita (e reconhecida) em 28 de Janeiro, quatro dias antes do regicídio
    que faz parte dos documentos arquivados na Associação República e Laicidade.

    Considero importante recordar esse documento, no dia de hoje, pelo que além do link, acima, para o sitio da A.R &.L., passo a colar aqui o texto dessa carta:
    “Manuel dos Reis da Silva Buiça, viuvo, filho de Augusto da Silva Buiça e de Maria Barroso, residente em Vinhaes, concelho de Vinhaes, districto de Bragança. Sou natural de Bouçoais, concelho de Valpassos, districto de Vila Real (Traz-os-Montes); fui casado com D.Herminia Augusta da Silva Buíça, filha do major de cavalaria (reformado) e de D.Maria de Jesus Costa. O major chama-se João Augusto da Costa, viuvo. Ficaram-me de minha mulher dois filhos, a saber: Elvira, que nasceu a 19 de dezembro de 1900, na rua de Santa Marta, número… rez do chão e que não está ainda baptisada nem registada civilmente e Manuel que nasceu a 12 de setembro de 1907 nas Escadinhas da Mouraria, número quatro, quarto andar, esquerdo e foi registado na administração do primeiro bairro de Lisboa, no dia onze de outubro do anno acima referido. Foram testemunhas do acto Albano José Correia, casado, empregado no comércio e Aquilino Ribeiro, solteiro, publicista. Ambos os meus filhos vivem commigo e com a avó materna nas Escadinhas da Mouraria, 4, 4º andar, esquerdo. Minha família vive em Vinhaes para onde se deve participar a minha morte ou o meu desapparecimento, caso se dêem. Meus filhos ficam pobrissimos; não tenho nada que lhes legar senão o meu nome e o respeito e compaixão pelos que soffrem. Peço que os eduquem nos principios da liberdade, egualdade e fraternidade que eu commungo e por causa dos quaes ficarão, porventura, em breve, orphãos. Lisboa, 28 de janeiro de 1908. Manuel dos Reis da Silva Buiça. Reconhece a minha assignatura o tabelião Motta, rua do Crucifixo, Lisboa.“

  • kavkaz

    Na Assembleia da República o PS, PCP, BE recusam reescrever história e rejeitam voto de pesar pela morte de D. Carlos I

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/e970ec0bccc7df953ec885.html

    Foi bem recusada esta tentativa do deputado perdido do Partido Popular Monárquico, Pignatelli Queiroz, tentar passados 100 anos fazer publicidade inútil à Monarquia.

    A Monarquia não faz parte do ideal dos portugueses. Está desacreditada. A República é um sistema bem mais democrático que a Monarquia ! Permite aos cidadãos escolherem periodicamente o seu mais elevado representante !

    Na Monarquia o Rei apodrece no poder, tal como acontece com o Papa de Roma !

  • kavkaz

    Na Assembleia da República o PS, PCP, BE recusam reescrever história e rejeitam voto de pesar pela morte de D. Carlos I

    http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/e970ec0bccc7df953ec885.html

    Foi bem recusada esta tentativa do deputado perdido do Partido Popular Monárquico, Pignatelli Queiroz, tentar passados 100 anos fazer publicidade inútil à Monarquia.

    A Monarquia não faz parte do ideal dos portugueses. Está desacreditada. A República é um sistema bem mais democrático que a Monarquia ! Permite aos cidadãos escolherem periodicamente o seu mais elevado representante !

    Na Monarquia o Rei apodrece no poder, tal como acontece com o Papa de Roma !

  • Ateu comunista bolivariano

    “Ninguém exulta com o terror então vivido, com o sangue, a violência, as retaliações e, muito menos, com a decapitação de Luís XVI e de Maria Antonieta, mas aboliram-se o feudalismo, a monarquia, o absolutismo, o poder do clero e da nobreza e começou a Idade Contemporânea que os historiadores datam em 1789. A Revolução produziu as mais profundas transformações políticas, económicas e sociais de sempre, além de ter estado na génese da independência dos países da América Latina.”

    a rev.francesa inbspirou indiretamente a revolução cubana, a + marcante da AL.

  • Ateu comunista bolivariano

    “Ninguém exulta com o terror então vivido, com o sangue, a violência, as retaliações e, muito menos, com a decapitação de Luís XVI e de Maria Antonieta, mas aboliram-se o feudalismo, a monarquia, o absolutismo, o poder do clero e da nobreza e começou a Idade Contemporânea que os historiadores datam em 1789. A Revolução produziu as mais profundas transformações políticas, económicas e sociais de sempre, além de ter estado na génese da independência dos países da América Latina.”

    a rev.francesa inbspirou indiretamente a revolução cubana, a + marcante da AL.

  • Luis Correia

    D. Carlos I.

    […]

    O CAÇADOR

    E assim, desta forma marcada de tragédia, termina o reinado daquele que ficará para a história com os cognomes de «O Martirizado», «O Diplomata», ou «O Caçador». Este último devido à sua grande paixão pela caça.

    A este propósito, uns anos antes, mais concretamente em 1890, o poeta Guerra Junqueiro satirizara as práticas cinegéticas do soberano através dos versos «O Caçador Simão», onde previa que o caçador acabaria por ser caçado, numa clara alusão à possibilidade de a Monarquia findar pela morte violenta do rei.

    Simão é o último dos nomes próprios do rei D. Carlos. Agora, o penúltimo rei da monarquia que dominava Portugal de aquém e de além-mar, jazia sem vida, também ele abatido como qualquer animal de caça, diversão a que se dedica com entusiasmo desmedido.

    […]

    Lembro-me como se fosse hoje.
    Vou contar como tudo se passou:

    O CAÇADO

    É um sábado, este primeiro dia de Fevereiro de 1908.

    Cinco horas da tarde em Lisboa. No Terreiro do Paço encontra-se uma pequena multidão que não tira os olhos do rio que nasce em Espanha e vem morrer em Portugal. Entre os mais atentos destacam-se dois homens com especial preocupação. Conheço-os do café Gelo, do Rossio. Um é o Manuel Buíça, que esconde uma carabina que trás debaixo de um longo varino. O outro é o Alfredo Costa, com um revólver pronto que transporta no bolso. Ambos estão ligados à maior sociedade secreta revolucionária existente em Portugal. A Carbonária, espécie de ramo armado da velha Maçonaria secular.

    O resto pode ser lido aqui:

    http://www.vidaslusofonas.pt/d_carlos_i.htm

    Viva a República!

  • Luis Correia

    D. Carlos I.

    […]

    O CAÇADOR

    E assim, desta forma marcada de tragédia, termina o reinado daquele que ficará para a história com os cognomes de «O Martirizado», «O Diplomata», ou «O Caçador». Este último devido à sua grande paixão pela caça.

    A este propósito, uns anos antes, mais concretamente em 1890, o poeta Guerra Junqueiro satirizara as práticas cinegéticas do soberano através dos versos «O Caçador Simão», onde previa que o caçador acabaria por ser caçado, numa clara alusão à possibilidade de a Monarquia findar pela morte violenta do rei.

    Simão é o último dos nomes próprios do rei D. Carlos. Agora, o penúltimo rei da monarquia que dominava Portugal de aquém e de além-mar, jazia sem vida, também ele abatido como qualquer animal de caça, diversão a que se dedica com entusiasmo desmedido.

    […]

    Lembro-me como se fosse hoje.
    Vou contar como tudo se passou:

    O CAÇADO

    É um sábado, este primeiro dia de Fevereiro de 1908.

    Cinco horas da tarde em Lisboa. No Terreiro do Paço encontra-se uma pequena multidão que não tira os olhos do rio que nasce em Espanha e vem morrer em Portugal. Entre os mais atentos destacam-se dois homens com especial preocupação. Conheço-os do café Gelo, do Rossio. Um é o Manuel Buíça, que esconde uma carabina que trás debaixo de um longo varino. O outro é o Alfredo Costa, com um revólver pronto que transporta no bolso. Ambos estão ligados à maior sociedade secreta revolucionária existente em Portugal. A Carbonária, espécie de ramo armado da velha Maçonaria secular.

    O resto pode ser lido aqui:

    http://www.vidaslusofonas.pt/d_carlos_i.htm

    Viva a República!

  • 1atento

    Luis Correia:

    Curiosamente, Aquilino Ribeiro foi testemunha do registo civil do filho do Manuel Buíça, como consta da CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça, transcrita acima.

  • 1atento

    Luis Correia:

    Curiosamente, Aquilino Ribeiro foi testemunha do registo civil do filho do Manuel Buíça, como consta da CARTA-TESTAMENTO de Manuel Buíça, transcrita acima.

  • charro alimado

    Incrível a quantidade de “convertidos” à monarquia que foram às comemorações. Um nojo!

  • charro alimado

    Incrível a quantidade de “convertidos” à monarquia que foram às comemorações. Um nojo!

  • Abrasivus

    Brilhante texto caro Carlos Esperança.

    É revigorante no final do dia encontrar um texto que transcreve o que nos trespassa a consciência.
    Subscrevo-o integralmente.

  • Abrasivus

    Brilhante texto caro Carlos Esperança.

    É revigorante no final do dia encontrar um texto que transcreve o que nos trespassa a consciência.
    Subscrevo-o integralmente.

  • twiggysp

    Viva a República…

  • twiggysp

    Viva a República…

  • Luis Correia

    “Mais de 500 pessoas juntaram-se esta tarde no Terreiro do Paço para assinalar os 100 anos do assassínio do Rei D.Carlos e do seu filho, o príncipe herdeiro Luís Filipe, com um minuto de silêncio, no local onde ocorreu o regicídio

    A cerimónia começou pouco depois das 17h com a chegada da família de D. Duarte a que se seguiu um minuto de silêncio em memória do Rei e do príncipe.

    Como já era esperado o exército não participou na homenagem e o Governo também não se fez representar. Ainda assim não faltaram caras conhecidas como Paulo Teixeira Pinto, Carmona Rodrigues, o ex-ministro socialista Gomes da Silva e o presidente do PNR Pinto Coelho.”

    […]

    “O discurso no Terreiro do Paço ficou entregue ao padre Pedro Quintela que descreveu D.Carlos como «um Rei Nobre e Valente» que foi morto por «balas de ódio, cegueira e injustiça e ressentimento».”

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78545

  • Luis Correia

    “Mais de 500 pessoas juntaram-se esta tarde no Terreiro do Paço para assinalar os 100 anos do assassínio do Rei D.Carlos e do seu filho, o príncipe herdeiro Luís Filipe, com um minuto de silêncio, no local onde ocorreu o regicídio

    A cerimónia começou pouco depois das 17h com a chegada da família de D. Duarte a que se seguiu um minuto de silêncio em memória do Rei e do príncipe.

    Como já era esperado o exército não participou na homenagem e o Governo também não se fez representar. Ainda assim não faltaram caras conhecidas como Paulo Teixeira Pinto, Carmona Rodrigues, o ex-ministro socialista Gomes da Silva e o presidente do PNR Pinto Coelho.”

    […]

    “O discurso no Terreiro do Paço ficou entregue ao padre Pedro Quintela que descreveu D.Carlos como «um Rei Nobre e Valente» que foi morto por «balas de ódio, cegueira e injustiça e ressentimento».”

    http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=78545

  • MolochBaal

    Francamente é a isto que me refiro quando digo que a hipocrisia, a cegurira e o fanatismo estão em todo o lado e não apenas entre os religiosos.

    Se kem concorda com este texto ao menos admitisse a violência como modo de vida e de fazer política, tudo bem, era discutível mas coerente. Mas quando os autores e apaniguados clamam pela democracia, a paz e a solidariedade, a coisa começa a cheirar à mesma hipocrisia que abunda nas sacristias.

    Apresentam a monarquia como um terrível mal e uma ditadura atroz, quando a republica não conseguiu resolver NENHUM dos problemas que supostamente eram apanágio da monarquia e que, por milagre laico, esperava resolver por uma simples mudança de regime.

    O atrasado Portugal de D. Carlos estava MENOS atrasado em relação à Europa do que estamos hoje, depois de quase um século de republica.

    Quanto a nível de democracia, só alguém muito limitado não consegue perceber que uma monarquia liberal está exactamente ao mesmo nível do que uma república liberal, apenas diferindo nos aspectos simbólicos.

    A treta de que “ninguém votou no rei” é uma falácia. Em todas as democracias os “representantes eleitos” não representam mais de uns 30% dos supostos representados. Eles não são eleitos “pela maioria” são apenas os mais votados entre dois ou três. Retirando os votos dos derrotados e da abstenção, por norma, os que ganham as eleições não representam realmente mais de uns 20 a 30% do votantes.

    Ora devido ao seu potencial simbólico, é muito difícil uma casa reinante não ter uns 30% de apoiantes. Quanto à crise que se vivia, era muito mais da responsabilidade dos partidos liberais que realmente tinham governado a monarquia liberal do que do rei. Atribuir a conjuntura internacional, como o domínio económico mundial da Inglaterra, o seu agressivo ultimato, a concentração financeira na city londrina, o facto de o nosso país, geograficamente pobre em termos agrícolas não ter também os recursos minerais como o carvão e o ferro que teriam ajudado a lançar a revolução industrial, atribuir tudo isso à culpa da monarquia e a D. carlos é no mínimo hipócrita e mentiroso.

    Quanto á ditadura de João Franco foi outra falácia. Não foi ela que provocou a crise. A ditadura foi uma resposta, eventualmente má, à crise a que a corrupção dos partidos liberais tinha mergulhado o país. De resto, a repressão maior contra os republicanos surgiu na sequência de uma sublevação militar contra o regime. E não há regime NENHUM que não reprima policialmente uma revolta armada…

    Além disso todos sabemos que a “ditadura” de João Franco estava constitucionalmente prevista e era temporária estando marcadas eleições para pouco depois da data em que os vossos “salvadores da pátria” assassinaram aquele que foi um dos nossos chefes de estado mais bem intencionados.

    E assim se matam pessoas por simbolismos idiotas e contraditórios, a começar por se matarem pessoas liberais em nome do liberalismo…

    Afinal, à escala, a republica não desenvolveu mais o país e atirou-o directamente para a I guerra seguida de uma das ditaduras mais longas da história mundial.

  • MolochBaal

    Francamente é a isto que me refiro quando digo que a hipocrisia, a cegurira e o fanatismo estão em todo o lado e não apenas entre os religiosos.

    Se kem concorda com este texto ao menos admitisse a violência como modo de vida e de fazer política, tudo bem, era discutível mas coerente. Mas quando os autores e apaniguados clamam pela democracia, a paz e a solidariedade, a coisa começa a cheirar à mesma hipocrisia que abunda nas sacristias.

    Apresentam a monarquia como um terrível mal e uma ditadura atroz, quando a republica não conseguiu resolver NENHUM dos problemas que supostamente eram apanágio da monarquia e que, por milagre laico, esperava resolver por uma simples mudança de regime.

    O atrasado Portugal de D. Carlos estava MENOS atrasado em relação à Europa do que estamos hoje, depois de quase um século de republica.

    Quanto a nível de democracia, só alguém muito limitado não consegue perceber que uma monarquia liberal está exactamente ao mesmo nível do que uma república liberal, apenas diferindo nos aspectos simbólicos.

    A treta de que “ninguém votou no rei” é uma falácia. Em todas as democracias os “representantes eleitos” não representam mais de uns 30% dos supostos representados. Eles não são eleitos “pela maioria” são apenas os mais votados entre dois ou três. Retirando os votos dos derrotados e da abstenção, por norma, os que ganham as eleições não representam realmente mais de uns 20 a 30% do votantes.

    Ora devido ao seu potencial simbólico, é muito difícil uma casa reinante não ter uns 30% de apoiantes. Quanto à crise que se vivia, era muito mais da responsabilidade dos partidos liberais que realmente tinham governado a monarquia liberal do que do rei. Atribuir a conjuntura internacional, como o domínio económico mundial da Inglaterra, o seu agressivo ultimato, a concentração financeira na city londrina, o facto de o nosso país, geograficamente pobre em termos agrícolas não ter também os recursos minerais como o carvão e o ferro que teriam ajudado a lançar a revolução industrial, atribuir tudo isso à culpa da monarquia e a D. carlos é no mínimo hipócrita e mentiroso.

    Quanto á ditadura de João Franco foi outra falácia. Não foi ela que provocou a crise. A ditadura foi uma resposta, eventualmente má, à crise a que a corrupção dos partidos liberais tinha mergulhado o país. De resto, a repressão maior contra os republicanos surgiu na sequência de uma sublevação militar contra o regime. E não há regime NENHUM que não reprima policialmente uma revolta armada…

    Além disso todos sabemos que a “ditadura” de João Franco estava constitucionalmente prevista e era temporária estando marcadas eleições para pouco depois da data em que os vossos “salvadores da pátria” assassinaram aquele que foi um dos nossos chefes de estado mais bem intencionados.

    E assim se matam pessoas por simbolismos idiotas e contraditórios, a começar por se matarem pessoas liberais em nome do liberalismo…

    Afinal, à escala, a republica não desenvolveu mais o país e atirou-o directamente para a I guerra seguida de uma das ditaduras mais longas da história mundial.

  • MolochBaal

    Posto tudo isto, não sou a favor nem contra a monarquia ou a republica em si. O que interessa é o que se faz nesses regimes e não o regime em si.

    Porque no meio de tanta hipocrisia e incoerência, gostava que me provassem que a “gloriosa” republica portuguesa é mais desenvolvida, ou pratica mais justiça social e redistribuição de riqueza do que as monarquias dinamarquesa, inglesa ou norueguesa…

    Quem não se aperceber da imensidão de estupidez que é considerar um acto de heroísmo matar um homem bem intencionado em nome de princípios totalmente superficiais, acessórios e inconsequentes, é um fanático obtuso ao nível dos estudantes das madraças ou do Opus Dei.

  • MolochBaal

    Posto tudo isto, não sou a favor nem contra a monarquia ou a republica em si. O que interessa é o que se faz nesses regimes e não o regime em si.

    Porque no meio de tanta hipocrisia e incoerência, gostava que me provassem que a “gloriosa” republica portuguesa é mais desenvolvida, ou pratica mais justiça social e redistribuição de riqueza do que as monarquias dinamarquesa, inglesa ou norueguesa…

    Quem não se aperceber da imensidão de estupidez que é considerar um acto de heroísmo matar um homem bem intencionado em nome de princípios totalmente superficiais, acessórios e inconsequentes, é um fanático obtuso ao nível dos estudantes das madraças ou do Opus Dei.

  • Carlos Esperança

    Caros leitores:

    Ninguém me viu defender qualquer assassínio mas não penso que um rei (vitalício e hereditário) seja superior a um cidadão.

    Apenas apelo para um exercício de imaginação:

    Imaginem que Cavaco, com a vantagem de ter sido eleito, dissolvia o Parlamento, abolia a Constituição que jurou defender (D. Carlos tinha jurado a Carta Constitucional), fechava os jornais, prendia os adversários e nomeava Paulo Portas para chefiar o Governo com autorização de deportar para a Ilha do Corvo os adversários.

    Foi o que fez D. Carlos e o degredo era Timor. D. Carlos não gostava desta «piolheira» como chamava a Portugal.

  • Carlos Esperança

    Caros leitores:

    Ninguém me viu defender qualquer assassínio mas não penso que um rei (vitalício e hereditário) seja superior a um cidadão.

    Apenas apelo para um exercício de imaginação:

    Imaginem que Cavaco, com a vantagem de ter sido eleito, dissolvia o Parlamento, abolia a Constituição que jurou defender (D. Carlos tinha jurado a Carta Constitucional), fechava os jornais, prendia os adversários e nomeava Paulo Portas para chefiar o Governo com autorização de deportar para a Ilha do Corvo os adversários.

    Foi o que fez D. Carlos e o degredo era Timor. D. Carlos não gostava desta «piolheira» como chamava a Portugal.

  • MolochBaal

    Olá carlos Esperança.

    De facto apresentas muitas ressalvas.

    Entretanto, o tom e o próprio título “Mártires da liberdade” não apresenta muitas dúvidas de que estamos perante um caso típico de duplicidade, tipo João Paulo II, que bramava pela “defesa intransigente da vida” mas que também apoiava o Pinochet – sendo impossível explicar a um católico que, se calhar, é capaz de existir uma ligeira contradição em tal descaramento.

    Quanto à repressão, não impressiona mesmo nada.

    Para além dos partidos da situação terem criado uma crise que tornou o país virtualmente ingovernável, já tinha havido duas revoluções armadas contra o regime.

    Se o PPM (ou o PNR para ficares mais impressionado) fizesse um golpe de estado, recorrendo à força das armas, a tropas revoltadas e milícias paramilitares armadas, não havia nenhum presidente da república que não fechasse jornais, prendesse adversários etc. Esse presidente podia ser o Louçã ou o Cavaco, passando pelo João Jardim. Não havia nenhum que não tomasse medidas de força. Chama-se a isso estado de excepção. Isto é, uma ditadura temporária com vista a estabilizar o país. Se acrescentarmos que essa figura estava prevista na carta constitucional (governo temporariamente sem sanção parlamentar) e que já estavam marcadas eleições para normalizar a situação para daí a pouco tempo, temos um regime ditatorial da treta.

    Kuanto a isto ser uma piolheira, para mim não restam dúvidas. Basta constatar o nível das nossas classes política e empresarial, que nos mantêm na cauda da Europa ao fim de 100 anos de republica. Caso não tenhas reparado, parece que a mudança de regime não passou de cosmética e continuamos com os mesmos problemas de sempre. Se achas que ter esta franqueza é razão para matar um homem, então vai buscar a espingarda que eu sempre a tive.

    Entretanto, não deixo de respeitar os regicidas. De facto foram mártires pela sua causa.

    É apenas quando estudo essa causa, destruir uma monarquia liberal para a substituir por uma républica liberal. O que até podia ter um interesse, sei lá, talvez estético, mas que se constata que eles acreditavam mesmo que com isso (substituir um regime por outro quase igualzinho a não ser em questões de imagem), iam instaurar a liberdade nacional, é nessa altura que eu tenho de concluir que eram umas verdadeiras bestas quadradas.

    Faço notar que, nessa altura, a verdadeira liberdade era violada sim, não na proibição de meia dúzia de pasquins partidários que viviam de escândalos e intrigas, nem pela prisão de quem pregava a luta armada, nem pela perseguição de políticos corruptos que arrastaram o país para o caos, mas pelas condições sociais CRIMINOSAS que em Portugal e um pouco por toda a Europa vigoravam nessa época.

    Faço notar no entanto que os republicanos, depois de se terem servido dos revolucionários para o trabalho sujo, atraiçoaram-nos e o regime de Afonso Costa, o libertário, foi ainda mais repressivo para os operários do que o monárquico. Ora eram estes os que estavam a ser oprimidos e não os caciques do regime liberal que deram cabo do país, ou os republicanos que se levantavam em armas mas que representavam uma minoria da população.

    Assim, os oprimidos continuaram oprimidos e nós podemos gozar da imensa liberdade de ter uma bandeira verde e vermelha em vez de azul e branca.

    Podemos também ser imensamente livres, porque cantamos a portugueza em vez do hino da carta.

    Até me apetece ir para os campos cantar the hills are alive with the song of music, de tal maneira me sinto liberto – isto até parece um anúncio de tampões higiénicos.

    Posto tudo isto, sou de opinião que isto é realmente uma piolheira, quando ainda há gente que pensa ser um acto de heroísmo matar o rei por uma futilidade dessas.

    E não me venham com a vantagem da politica anticlerical de Afonso Costa. Aqui mesmo ao lado, em Espanha, temos um governo de uma monarquia que está a fazer frente à igreja católica ao passo que a nossa libertária republica se kaga toda perante o senhor cardeal patriarca.

  • MolochBaal

    Olá carlos Esperança.

    De facto apresentas muitas ressalvas.

    Entretanto, o tom e o próprio título “Mártires da liberdade” não apresenta muitas dúvidas de que estamos perante um caso típico de duplicidade, tipo João Paulo II, que bramava pela “defesa intransigente da vida” mas que também apoiava o Pinochet – sendo impossível explicar a um católico que, se calhar, é capaz de existir uma ligeira contradição em tal descaramento.

    Quanto à repressão, não impressiona mesmo nada.

    Para além dos partidos da situação terem criado uma crise que tornou o país virtualmente ingovernável, já tinha havido duas revoluções armadas contra o regime.

    Se o PPM (ou o PNR para ficares mais impressionado) fizesse um golpe de estado, recorrendo à força das armas, a tropas revoltadas e milícias paramilitares armadas, não havia nenhum presidente da república que não fechasse jornais, prendesse adversários etc. Esse presidente podia ser o Louçã ou o Cavaco, passando pelo João Jardim. Não havia nenhum que não tomasse medidas de força. Chama-se a isso estado de excepção. Isto é, uma ditadura temporária com vista a estabilizar o país. Se acrescentarmos que essa figura estava prevista na carta constitucional (governo temporariamente sem sanção parlamentar) e que já estavam marcadas eleições para normalizar a situação para daí a pouco tempo, temos um regime ditatorial da treta.

    Kuanto a isto ser uma piolheira, para mim não restam dúvidas. Basta constatar o nível das nossas classes política e empresarial, que nos mantêm na cauda da Europa ao fim de 100 anos de republica. Caso não tenhas reparado, parece que a mudança de regime não passou de cosmética e continuamos com os mesmos problemas de sempre. Se achas que ter esta franqueza é razão para matar um homem, então vai buscar a espingarda que eu sempre a tive.

    Entretanto, não deixo de respeitar os regicidas. De facto foram mártires pela sua causa.

    É apenas quando estudo essa causa, destruir uma monarquia liberal para a substituir por uma républica liberal. O que até podia ter um interesse, sei lá, talvez estético, mas que se constata que eles acreditavam mesmo que com isso (substituir um regime por outro quase igualzinho a não ser em questões de imagem), iam instaurar a liberdade nacional, é nessa altura que eu tenho de concluir que eram umas verdadeiras bestas quadradas.

    Faço notar que, nessa altura, a verdadeira liberdade era violada sim, não na proibição de meia dúzia de pasquins partidários que viviam de escândalos e intrigas, nem pela prisão de quem pregava a luta armada, nem pela perseguição de políticos corruptos que arrastaram o país para o caos, mas pelas condições sociais CRIMINOSAS que em Portugal e um pouco por toda a Europa vigoravam nessa época.

    Faço notar no entanto que os republicanos, depois de se terem servido dos revolucionários para o trabalho sujo, atraiçoaram-nos e o regime de Afonso Costa, o libertário, foi ainda mais repressivo para os operários do que o monárquico. Ora eram estes os que estavam a ser oprimidos e não os caciques do regime liberal que deram cabo do país, ou os republicanos que se levantavam em armas mas que representavam uma minoria da população.

    Assim, os oprimidos continuaram oprimidos e nós podemos gozar da imensa liberdade de ter uma bandeira verde e vermelha em vez de azul e branca.

    Podemos também ser imensamente livres, porque cantamos a portugueza em vez do hino da carta.

    Até me apetece ir para os campos cantar the hills are alive with the song of music, de tal maneira me sinto liberto – isto até parece um anúncio de tampões higiénicos.

    Posto tudo isto, sou de opinião que isto é realmente uma piolheira, quando ainda há gente que pensa ser um acto de heroísmo matar o rei por uma futilidade dessas.

    E não me venham com a vantagem da politica anticlerical de Afonso Costa. Aqui mesmo ao lado, em Espanha, temos um governo de uma monarquia que está a fazer frente à igreja católica ao passo que a nossa libertária republica se kaga toda perante o senhor cardeal patriarca.

  • MolochBaal

    PS

    O rei de uma monarquia liberal é considerado um cidadão, tal como o presidente de uma república. Mas tal como este, também é superior, de facto, a um cidadão normal, devido às funções que exerce. Eu, por exemplo, não votei, nem me sinto representado por nenhum dos presidentes da república que tivemos. Mas que remédio tenho, senão em aceitá-lo e deixar que ele me represente. Francamente não estou a ver qual é a imensa liberdade que gozo neste momento, em relação ao subdito de um país monárquico, como por exemplo, a Dinamarca, a Noruega ou a Inglaterra. Antes pelo contrário, sei que nesses países os subditos dessas monarquias têm muito mais liberdade e justiça social do eu, alegre cidadão de uma libertátria república que permite que a igreja saqueie o erário público, que os patrões violem todas as leis laborais, que o estado se abstenha das suas obrigações sociais etc.

    Mas claro, como não sou uma besta quadrada como o heróico Buíssa, sei que eles têm essas comparativamente excelentes condições de vida não por serem uma monarquia, mas por políticas sociais e de cidadania que são independentes do pormenor republicaXmonarquia, que, para o caso, não interessa nada a não ser a nível simbólico/filosófico puramente virtual.

  • MolochBaal

    PS

    O rei de uma monarquia liberal é considerado um cidadão, tal como o presidente de uma república. Mas tal como este, também é superior, de facto, a um cidadão normal, devido às funções que exerce. Eu, por exemplo, não votei, nem me sinto representado por nenhum dos presidentes da república que tivemos. Mas que remédio tenho, senão em aceitá-lo e deixar que ele me represente. Francamente não estou a ver qual é a imensa liberdade que gozo neste momento, em relação ao subdito de um país monárquico, como por exemplo, a Dinamarca, a Noruega ou a Inglaterra. Antes pelo contrário, sei que nesses países os subditos dessas monarquias têm muito mais liberdade e justiça social do eu, alegre cidadão de uma libertátria república que permite que a igreja saqueie o erário público, que os patrões violem todas as leis laborais, que o estado se abstenha das suas obrigações sociais etc.

    Mas claro, como não sou uma besta quadrada como o heróico Buíssa, sei que eles têm essas comparativamente excelentes condições de vida não por serem uma monarquia, mas por políticas sociais e de cidadania que são independentes do pormenor republicaXmonarquia, que, para o caso, não interessa nada a não ser a nível simbólico/filosófico puramente virtual.

  • kavkaz

    Eu penso que MolochBaal não leu bem o último parágrafo do artigo do estimado Carlos Esperança e tece críticas acaloradas desnecessariamente.

    Começa assim esse parágrafo: “O assassínio é inaceitável, como insuportável era a repressão do ditador João Franco e a cumplicidade real. Por isso se lamentam as trágicas mortes reais e a brutalidade exercida contra os regicidas…”

    Como vê, Carlos Esperança achou “inaceitável” e “se lamentam” as mortes reais. Nos dias de hoje a “pena de morte” não é aceite pelas Nações Unidas, por pessoas dignas, apesar de continuar a ser aplicada pelos que falam com “Deus” e outros até sem “Deus”.

    Este artigo de CE está mais relacionado com política do que com ateísmo. E está mais relacionado com a interpretação política de acontecimentos históricos já longínquos do que com a interpretação política do nosso presente, do que nos afecta no dia-a-dia. O regicídio pertence à História, ao passado, assim como as pessoas enforcadas e assassinadas por ordem ou cumplicidade e silêncio dos reis.

    Eu não darei muita atenção aos acontecimentos de há 100 anos, apesar de os conhecer, pois me preocupa bem mais o dia de hoje e o futuro. Percebo que há uma tentativa de reabilitar a Monarquia, como instituição mais válida para os portugueses. Não é ! Expliquei o porquê acima na única intervenção que fiz sobre este tema.

    E viva a República !

  • kavkaz

    Eu penso que MolochBaal não leu bem o último parágrafo do artigo do estimado Carlos Esperança e tece críticas acaloradas desnecessariamente.

    Começa assim esse parágrafo: “O assassínio é inaceitável, como insuportável era a repressão do ditador João Franco e a cumplicidade real. Por isso se lamentam as trágicas mortes reais e a brutalidade exercida contra os regicidas…”

    Como vê, Carlos Esperança achou “inaceitável” e “se lamentam” as mortes reais. Nos dias de hoje a “pena de morte” não é aceite pelas Nações Unidas, por pessoas dignas, apesar de continuar a ser aplicada pelos que falam com “Deus” e outros até sem “Deus”.

    Este artigo de CE está mais relacionado com política do que com ateísmo. E está mais relacionado com a interpretação política de acontecimentos históricos já longínquos do que com a interpretação política do nosso presente, do que nos afecta no dia-a-dia. O regicídio pertence à História, ao passado, assim como as pessoas enforcadas e assassinadas por ordem ou cumplicidade e silêncio dos reis.

    Eu não darei muita atenção aos acontecimentos de há 100 anos, apesar de os conhecer, pois me preocupa bem mais o dia de hoje e o futuro. Percebo que há uma tentativa de reabilitar a Monarquia, como instituição mais válida para os portugueses. Não é ! Expliquei o porquê acima na única intervenção que fiz sobre este tema.

    E viva a República !

  • MolochBaal

    kavkaz

    Eu admiti perfeitamente as ressalvas que o autor colocou ao “acto heróico” de assassinar um chefe de estado português.

    Apenas notei que, ao mesmo tempo:

    Esta classificação aos assassinos de “heróis da liberdade” torna imediatamente dúbias essas ressalvas. Pode dizer cem vezes que o assassínio é “inaceitável”, mas ao classificar os assassinos de :

    “Mártires da liberdade” “merecem um lugar no altar da Pátria que amaram e no coração da República por cujos ideais se imolaram.”

    – Automaticamente está a dar uma no cravo e outra na ferradura. Ao mesmo tempo, o enquadramento histórico apresentado, omitindo a crise provocada pelos partidos liberais e os levantamentos armados republicanos, como se o rei fosse um Hitler que de repente resolveu destruir uma democracia idílica para aumentar o seu poder social, a omissão do facto de estarem marcadas eleições, dando a entender que esta ditadura seria para sempre. Tudo isto configura um caso de grave deturpação dos factos e de propaganda gratuíta a favor dos assassinos. Isto é um facto. Depois pode acrescentar vinte condenações do assassinio que não faz mal – já o justificou. E justificou com falsidades…

    Quanto ao resto, qualquer análise imparcial constata que não é a forma republicana ou monarquica do regime que vai resolver os problemas nacionais, como a questão social, o desenvolvimento ou a criminalidade.

    O rei, como o presidente, é apenas uma figura simbólica que pouco intervém na política real. A não ser em casos de crise aguda, como foi o caso de D. Carlos, em que rei ou presidente são a ultima reserva da nação e, em caso de falência das outras instituições ou de revoltas armadas, qualquer rei ou presidente é susceptível de fazer o que D. Carlos fez – medidas temporárias de excepção para estabilizar o país. Claro que essas medidas podem ser um erro. Mas apresentar o assassinato como o acto heróico que nos salvou da ditadura, quando estavam eleições marcadas e a dita “ditadura” ia acabar em questão de meses, é um bocado forte. Não precisavam de matar ninguém. Bastava sentarem-se a ler o jornal que a terrível “ditadura” estava programada pelo “ditador” para acabar dali a pouco tempo.

    Entretanto, estes assuntos são de hoje e muito de hoje. Quando se nega um voto de pesar pelo assassinato de um chefe de estado português, afinal condenam o assassinío ou não condenam ? Quando se classifica os assassinos de mártires da liberdade, quando se deturpam os acontecimentos tentando fazer esquecer que, afinal, eram os republicanos que levantavam milícias armadas e que as instituições estavam a ceder sendo a ditadura um expediente de excepção temporário, tudo isso é mais uma santificação dos assassinos do que um real lamento do assassínio. Podem depois de santificarem os criminosos, dizer que não concordam com o crime. Há mais quem faça isso. Os papas estão sempre a condenar a violência ao mesmo tempo que santificam os maiores assassinos da história. MAS É PRECISAMENTE POR CAUSA DISSO QUE OS CONSIDERO UNS HIPÓCRITAS.

    Mas a verdadeira razão da actualidade da questão é o facto de os portugueses continuarem a matar-se pelo acessório e a ignorar o fundamental. Republica ou monarquia constitucional são formas equivalentes de governo que apenas diferem em pormenores simbólicos.

    Não é a republica em si que vai desenvolver o país, mas sim políticas que podem ser aplicadas em qualquer monarquia. DOS DEZ PAÍSES MAIS DESENVOLVIDOS DA EUROPA 7 SÃO MONARQUIAS.

    Para mim a questão do regime é quase indiferente. Mas sim, preferia viver sob a “opressão” do rei da Dinamarca do que nesta republica de piolhosos onde os meus direitos sociais são atropelados todos os dias.

    Mas vocês têm outras preocupações. Como bons portugueses, o que vos preocupa é o CLUBISMO e as lutas estéreis que não levam a nada. Para vocês isto é como um campeonato de futebol, interessa é o clube.

    Ao ponto de justificarem, não o assassinato, claro, mas os assassinos, no que dão mostras de querer competir em hipocrisia com o papa, ao ponto de até negarem um voto de pesar por um crime que dizem lamentar – afinal lamentam ou não lamentam ? É que, se lamentam, demonstram pesar pelo assassinato. Quando se lamenta REALMENTE alguma coisa, não se glorifica alguém que só se distinguiu precisamente pelo crime que dizem tanto lamentar.
    Todas estas distorções da lógica e da moral me fazem lembrar as conversas que tenho com os católicos que sim, lamentam muito que santo agostinho tenha sido responsável por mihões de mortos mas que ao mesmo tempo é um campeão da “defesa intransigente da vida”.

    E enquanto vocês se matam e matam as pobres lógica e moral nos vossos assanhamentos clubisticos, os verdadeiros problemas pasam-lhes ao lado.

    Olha, para mim até punha um herói monarquico a combater até à morte com um herói republicano. Estou-me nas tintas. Preocupa-me é o atraso do nosso país, a criminalidade crescente, o meu patrão a roubar-me à vontadinha, a corrupção e inépcia generalizada de estado e empresas.

    Isto tudo depois de 100 anos de gloriosa republica, onde tu me garantes que tenho muito mais liberdade do que um dinamarquês, porque alguém muda os presidentes de vez em quando.

    Olha, a mim interessava-me muito mais a liberdade de não ser roubado pelo patrão, pelos gangues, pelos corruptos do estado e das empresas – liberdade de que os monarquicamente “oprimidos” dinamarqueses já gozam hà duas gerações.

    Mas tu continua a lutar pelo que vos interessa – o clubismo.

    E viva a piolheira !

  • MolochBaal

    kavkaz

    Eu admiti perfeitamente as ressalvas que o autor colocou ao “acto heróico” de assassinar um chefe de estado português.

    Apenas notei que, ao mesmo tempo:

    Esta classificação aos assassinos de “heróis da liberdade” torna imediatamente dúbias essas ressalvas. Pode dizer cem vezes que o assassínio é “inaceitável”, mas ao classificar os assassinos de :

    “Mártires da liberdade” “merecem um lugar no altar da Pátria que amaram e no coração da República por cujos ideais se imolaram.”

    – Automaticamente está a dar uma no cravo e outra na ferradura. Ao mesmo tempo, o enquadramento histórico apresentado, omitindo a crise provocada pelos partidos liberais e os levantamentos armados republicanos, como se o rei fosse um Hitler que de repente resolveu destruir uma democracia idílica para aumentar o seu poder social, a omissão do facto de estarem marcadas eleições, dando a entender que esta ditadura seria para sempre. Tudo isto configura um caso de grave deturpação dos factos e de propaganda gratuíta a favor dos assassinos. Isto é um facto. Depois pode acrescentar vinte condenações do assassinio que não faz mal – já o justificou. E justificou com falsidades…

    Quanto ao resto, qualquer análise imparcial constata que não é a forma republicana ou monarquica do regime que vai resolver os problemas nacionais, como a questão social, o desenvolvimento ou a criminalidade.

    O rei, como o presidente, é apenas uma figura simbólica que pouco intervém na política real. A não ser em casos de crise aguda, como foi o caso de D. Carlos, em que rei ou presidente são a ultima reserva da nação e, em caso de falência das outras instituições ou de revoltas armadas, qualquer rei ou presidente é susceptível de fazer o que D. Carlos fez – medidas temporárias de excepção para estabilizar o país. Claro que essas medidas podem ser um erro. Mas apresentar o assassinato como o acto heróico que nos salvou da ditadura, quando estavam eleições marcadas e a dita “ditadura” ia acabar em questão de meses, é um bocado forte. Não precisavam de matar ninguém. Bastava sentarem-se a ler o jornal que a terrível “ditadura” estava programada pelo “ditador” para acabar dali a pouco tempo.

    Entretanto, estes assuntos são de hoje e muito de hoje. Quando se nega um voto de pesar pelo assassinato de um chefe de estado português, afinal condenam o assassinío ou não condenam ? Quando se classifica os assassinos de mártires da liberdade, quando se deturpam os acontecimentos tentando fazer esquecer que, afinal, eram os republicanos que levantavam milícias armadas e que as instituições estavam a ceder sendo a ditadura um expediente de excepção temporário, tudo isso é mais uma santificação dos assassinos do que um real lamento do assassínio. Podem depois de santificarem os criminosos, dizer que não concordam com o crime. Há mais quem faça isso. Os papas estão sempre a condenar a violência ao mesmo tempo que santificam os maiores assassinos da história. MAS É PRECISAMENTE POR CAUSA DISSO QUE OS CONSIDERO UNS HIPÓCRITAS.

    Mas a verdadeira razão da actualidade da questão é o facto de os portugueses continuarem a matar-se pelo acessório e a ignorar o fundamental. Republica ou monarquia constitucional são formas equivalentes de governo que apenas diferem em pormenores simbólicos.

    Não é a republica em si que vai desenvolver o país, mas sim políticas que podem ser aplicadas em qualquer monarquia. DOS DEZ PAÍSES MAIS DESENVOLVIDOS DA EUROPA 7 SÃO MONARQUIAS.

    Para mim a questão do regime é quase indiferente. Mas sim, preferia viver sob a “opressão” do rei da Dinamarca do que nesta republica de piolhosos onde os meus direitos sociais são atropelados todos os dias.

    Mas vocês têm outras preocupações. Como bons portugueses, o que vos preocupa é o CLUBISMO e as lutas estéreis que não levam a nada. Para vocês isto é como um campeonato de futebol, interessa é o clube.

    Ao ponto de justificarem, não o assassinato, claro, mas os assassinos, no que dão mostras de querer competir em hipocrisia com o papa, ao ponto de até negarem um voto de pesar por um crime que dizem lamentar – afinal lamentam ou não lamentam ? É que, se lamentam, demonstram pesar pelo assassinato. Quando se lamenta REALMENTE alguma coisa, não se glorifica alguém que só se distinguiu precisamente pelo crime que dizem tanto lamentar.
    Todas estas distorções da lógica e da moral me fazem lembrar as conversas que tenho com os católicos que sim, lamentam muito que santo agostinho tenha sido responsável por mihões de mortos mas que ao mesmo tempo é um campeão da “defesa intransigente da vida”.

    E enquanto vocês se matam e matam as pobres lógica e moral nos vossos assanhamentos clubisticos, os verdadeiros problemas pasam-lhes ao lado.

    Olha, para mim até punha um herói monarquico a combater até à morte com um herói republicano. Estou-me nas tintas. Preocupa-me é o atraso do nosso país, a criminalidade crescente, o meu patrão a roubar-me à vontadinha, a corrupção e inépcia generalizada de estado e empresas.

    Isto tudo depois de 100 anos de gloriosa republica, onde tu me garantes que tenho muito mais liberdade do que um dinamarquês, porque alguém muda os presidentes de vez em quando.

    Olha, a mim interessava-me muito mais a liberdade de não ser roubado pelo patrão, pelos gangues, pelos corruptos do estado e das empresas – liberdade de que os monarquicamente “oprimidos” dinamarqueses já gozam hà duas gerações.

    Mas tu continua a lutar pelo que vos interessa – o clubismo.

    E viva a piolheira !

  • MolochBaal

    PS

    É interessante que, quando se começa a desenvolver criticamente um tema, surgem logo as “objecções técnicas”. Desta vez é o facto de este não ser um tema de ateísmo, pleo que será de bom tom não desenvolver a questão.

    Bem, pode não ter nada a ver com ateísmo. Mas não fui eu que coloquei este tema a discussão. Se um dos autores do blogue entendeu colocar este tema a discussão, eu posso entender participar dessa discussão – enquanto não me cortarem o acesso.

  • MolochBaal

    PS

    É interessante que, quando se começa a desenvolver criticamente um tema, surgem logo as “objecções técnicas”. Desta vez é o facto de este não ser um tema de ateísmo, pleo que será de bom tom não desenvolver a questão.

    Bem, pode não ter nada a ver com ateísmo. Mas não fui eu que coloquei este tema a discussão. Se um dos autores do blogue entendeu colocar este tema a discussão, eu posso entender participar dessa discussão – enquanto não me cortarem o acesso.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Continuo a dizer que o artigo do estimado CE é mais de política que de ateísmo. Eu prefiro abordar o ateísmo. A política tem a ver com interesses (ocultos) particulares.

    Você não gostou dos termos utilizados por CE “heróis da liberdade”e “Mártires da liberdade” . Você está no seu direito de dar a opinião política. Eu poderia apoir ou condenar, mas estaria a entrar numa discussão política que não é o tema central do DA e que gosto. E não me interessa muito, pois passados 100 anos acabará tudo numa troca de palavras sem mudar nada. Não há volta a dar. O rei está mesmo morto.

    O facto de achar que nas monarquias se vive melhor… talvez não tenha em conta determinadas particularidades da história, da rapina monárquica, das riquezas naturais, do tipo de religião e muitos outros “pormenores” que contribuiram para algum avanço desses países. Recordo-lhe que o terramoto de 1755 retirou a Portugal o estatuto de um dos países mais ricos. “Graças a Deus” ? E que as invasões da monarquia francesa no início do século XIX ainda mais depauperaram o nosso país e o Povo.

    Uma coisa é inegável. Na monarquia o chefe máximo da Nação apodrece no poder. Na República eu posso votar naquele que acho que é a melhor pessoa para estar à frente do País. E quando me fartar dele voto noutro. A diferença está entre eu ter voto na matéria ou eu ter de “comer e calar”. Sou pela República, claro !

    Se Portugal evoluiu muito em 100 anos de República ? Claro que evoluiu ! Compare os níveis de vida de há 100 anos atrás com os de agora, compare os direitos das pessoas na Monarquia e na República e você facilmente perceberá que é como comparar a noite e o dia. A forma republicana trouxe mais liberdades ás pessoas que a monárquica. E os portugueses, por isso, conseguem agora viver melhor e serem mais felizes. Isto é muito importante. Tivemos a infelicidade do salazarismo durante 50 anos, o que nos atrasou e empobreceu imenso. Mas acabou ! Estamos livres e mais ricos.

    Queixa-se da exploração capitalista. Isto faz parte do sistema de relações que a sociedade aceita e aprova. Qual a alternativa ? Um sistema ditatorial ? Com o rei ? Seria pior. Percebeu como o Buíça vivia ? Desesperou e cometeu o crime conhecido !

    Talvez você descubra a forma de não ser “roubado” aproveitando a liberdade que a sociedade permite e crie o seu próprio negócio com a sua iniciativa e muita vontade. Não é fácil, mas a República também permite chegar a milionário. Em Portugal há muitos.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Continuo a dizer que o artigo do estimado CE é mais de política que de ateísmo. Eu prefiro abordar o ateísmo. A política tem a ver com interesses (ocultos) particulares.

    Você não gostou dos termos utilizados por CE “heróis da liberdade”e “Mártires da liberdade” . Você está no seu direito de dar a opinião política. Eu poderia apoir ou condenar, mas estaria a entrar numa discussão política que não é o tema central do DA e que gosto. E não me interessa muito, pois passados 100 anos acabará tudo numa troca de palavras sem mudar nada. Não há volta a dar. O rei está mesmo morto.

    O facto de achar que nas monarquias se vive melhor… talvez não tenha em conta determinadas particularidades da história, da rapina monárquica, das riquezas naturais, do tipo de religião e muitos outros “pormenores” que contribuiram para algum avanço desses países. Recordo-lhe que o terramoto de 1755 retirou a Portugal o estatuto de um dos países mais ricos. “Graças a Deus” ? E que as invasões da monarquia francesa no início do século XIX ainda mais depauperaram o nosso país e o Povo.

    Uma coisa é inegável. Na monarquia o chefe máximo da Nação apodrece no poder. Na República eu posso votar naquele que acho que é a melhor pessoa para estar à frente do País. E quando me fartar dele voto noutro. A diferença está entre eu ter voto na matéria ou eu ter de “comer e calar”. Sou pela República, claro !

    Se Portugal evoluiu muito em 100 anos de República ? Claro que evoluiu ! Compare os níveis de vida de há 100 anos atrás com os de agora, compare os direitos das pessoas na Monarquia e na República e você facilmente perceberá que é como comparar a noite e o dia. A forma republicana trouxe mais liberdades ás pessoas que a monárquica. E os portugueses, por isso, conseguem agora viver melhor e serem mais felizes. Isto é muito importante. Tivemos a infelicidade do salazarismo durante 50 anos, o que nos atrasou e empobreceu imenso. Mas acabou ! Estamos livres e mais ricos.

    Queixa-se da exploração capitalista. Isto faz parte do sistema de relações que a sociedade aceita e aprova. Qual a alternativa ? Um sistema ditatorial ? Com o rei ? Seria pior. Percebeu como o Buíça vivia ? Desesperou e cometeu o crime conhecido !

    Talvez você descubra a forma de não ser “roubado” aproveitando a liberdade que a sociedade permite e crie o seu próprio negócio com a sua iniciativa e muita vontade. Não é fácil, mas a República também permite chegar a milionário. Em Portugal há muitos.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Estou a ver que não percebeu nada do que eu disse. Eu não sou a favor da republica nem da monarquia. Apenas digo que monarquia constitucional e republica são quase equivalentes e que não são mudanças de tipo cosmético que vão resolver os problemas do país.

    Mas você acredita firmemente que a republica resolveu os nossos maiores problemas. Estou radiante que ainda haja quem viva num mundo de fantasia cor de rosa. Acredito sinceramente que seja muito mais feliz do que eu. Você e todos os fanáticos religiosos ou políticos que acreditam na virgem Maria e no pai natal.

    Gostei particularmente da comparação, nada tendenciosa, de que o nível de vida em 1910 era inferior ao de 2007. É de facto uma prova arrasadora dos benefícios da republica. Principalmente se esquecermos que o nível de vida em 1910 era também muito superior ao de 1810 e o de 1810 muito superior ao de 1710 e por aí a fora. Temo dar-lhe uma desilusão, mas o facto é que o nível de vida tem vindo a aumentar desde há séculos, no mundo ocidental, independentemente do tipo de regime. Entretanto, para não estragar o seu quadro cor de rosa, é melhor não falar-mos também no facto de o nível de vida ter aumentado muito mais nas tais monarquias europeias de que falei do que na nossa gloriosa republica. E, para não borrar mesmo mais a pintura, é melhor também não abordarmos o facto de o nosso atraso RELATIVO em relação à Europa, ser maior agora do que no tempo da monarquia.

    Entretanto gostei do facto de apontar as razões geográficas e de recursos para justificar os avanços dos países desenvolvidos que vivem em monarquia, ao mesmo tempo que, no referente ao nosso atraso, a culpa já não é das condicionantes do mercado e dos recursos, mas sim dos sacanas do reis.

    Posto tudo isto, gostei também da enorme cosnciência social que demonstra, acenselhando-me a, se não quero ser roubado pelo patrão, então que fique rico.

    Frases destas são verdadeiras pérolas do pensamento, dignas da atribuída a Maria Antonieta – se não têm pão então comam bolos.

    De facto, como verdadeiro habitante da piolheira em que vivemos, acho que será perda de tempo tentar explicar-lhe que, mesmo que eu ficasse rico, isso não era razão que justificasse os patrões de roubarem os empregados.

    De facto, essa sua observação reflecte precisamente a mentalidade da piolheira a que se referia D. Carlos. Daí a actualidade desta questão. É que é precisamente essa mentalidade que nos separa da Europa desenvolvida.

    Qaunto à razão esmagadora de ser o modo de exploração capitalista um ” sistema de relações que a sociedade aceita e aprova.” é também esmagador. Passo a concluir que, se vivessemos no tempo da inquisição, ou no III Reich, em que queimar judeus fazia parte do sistema aprovado pela sociedade, vossa excelência dançaria de alegria em volta das foguerias ou cãmaras de gás.

    Entretanto, não sou comunista nem anti-capitalista primário. Apenas peço o grau de justiça social que se vê nos países mais desenvolvidos, onde não existe a mentalidade da piolheira. Pretender que eu pretendo uma ditadura real, apenas por reconhecer que nos países monarquicos desenvolvidos se vive melhor faz-me temer pela sua sanidade.

    1º- Você tem MESMO dúvidas de que na monarquia Dinamarquesa se vive muito melhor ? Está a falar a sério ?

    2ª- Você acredita que a monarquia Dinamarquesa é uma ditadura ? Está a falar a sério ?

    3º- Você não sabe MESMO que o nosso atraso comparativo é muito maior agora, depois de 100 anos de republica, do que no tempo do D. Carlos, em que a nossa distância social não estava tão afastada dos outros países europeus, como a Dinamarca ?

  • MolochBaal

    kavkaz

    Estou a ver que não percebeu nada do que eu disse. Eu não sou a favor da republica nem da monarquia. Apenas digo que monarquia constitucional e republica são quase equivalentes e que não são mudanças de tipo cosmético que vão resolver os problemas do país.

    Mas você acredita firmemente que a republica resolveu os nossos maiores problemas. Estou radiante que ainda haja quem viva num mundo de fantasia cor de rosa. Acredito sinceramente que seja muito mais feliz do que eu. Você e todos os fanáticos religiosos ou políticos que acreditam na virgem Maria e no pai natal.

    Gostei particularmente da comparação, nada tendenciosa, de que o nível de vida em 1910 era inferior ao de 2007. É de facto uma prova arrasadora dos benefícios da republica. Principalmente se esquecermos que o nível de vida em 1910 era também muito superior ao de 1810 e o de 1810 muito superior ao de 1710 e por aí a fora. Temo dar-lhe uma desilusão, mas o facto é que o nível de vida tem vindo a aumentar desde há séculos, no mundo ocidental, independentemente do tipo de regime. Entretanto, para não estragar o seu quadro cor de rosa, é melhor não falar-mos também no facto de o nível de vida ter aumentado muito mais nas tais monarquias europeias de que falei do que na nossa gloriosa republica. E, para não borrar mesmo mais a pintura, é melhor também não abordarmos o facto de o nosso atraso RELATIVO em relação à Europa, ser maior agora do que no tempo da monarquia.

    Entretanto gostei do facto de apontar as razões geográficas e de recursos para justificar os avanços dos países desenvolvidos que vivem em monarquia, ao mesmo tempo que, no referente ao nosso atraso, a culpa já não é das condicionantes do mercado e dos recursos, mas sim dos sacanas do reis.

    Posto tudo isto, gostei também da enorme cosnciência social que demonstra, acenselhando-me a, se não quero ser roubado pelo patrão, então que fique rico.

    Frases destas são verdadeiras pérolas do pensamento, dignas da atribuída a Maria Antonieta – se não têm pão então comam bolos.

    De facto, como verdadeiro habitante da piolheira em que vivemos, acho que será perda de tempo tentar explicar-lhe que, mesmo que eu ficasse rico, isso não era razão que justificasse os patrões de roubarem os empregados.

    De facto, essa sua observação reflecte precisamente a mentalidade da piolheira a que se referia D. Carlos. Daí a actualidade desta questão. É que é precisamente essa mentalidade que nos separa da Europa desenvolvida.

    Qaunto à razão esmagadora de ser o modo de exploração capitalista um ” sistema de relações que a sociedade aceita e aprova.” é também esmagador. Passo a concluir que, se vivessemos no tempo da inquisição, ou no III Reich, em que queimar judeus fazia parte do sistema aprovado pela sociedade, vossa excelência dançaria de alegria em volta das foguerias ou cãmaras de gás.

    Entretanto, não sou comunista nem anti-capitalista primário. Apenas peço o grau de justiça social que se vê nos países mais desenvolvidos, onde não existe a mentalidade da piolheira. Pretender que eu pretendo uma ditadura real, apenas por reconhecer que nos países monarquicos desenvolvidos se vive melhor faz-me temer pela sua sanidade.

    1º- Você tem MESMO dúvidas de que na monarquia Dinamarquesa se vive muito melhor ? Está a falar a sério ?

    2ª- Você acredita que a monarquia Dinamarquesa é uma ditadura ? Está a falar a sério ?

    3º- Você não sabe MESMO que o nosso atraso comparativo é muito maior agora, depois de 100 anos de republica, do que no tempo do D. Carlos, em que a nossa distância social não estava tão afastada dos outros países europeus, como a Dinamarca ?

  • MolochBaal

    4º- Não percebe que a mentalidade da piolheira, é precisamente fazer muito barulho pelo acessório e ignorar o essencial. Mata-se o rei apenas para mudara cor da bandeira. Mas perante o grave problema social do nosso país encolhe-se os ombros e “os pobres que enriqueçam” ou que comam bolos, ou brioches.

    Estamos perante um caso paradigmatico da inconsciência portuguesa face aos verdadeiros problemas nacionais. De facto, esta inconsciência, aliada ao ódio clubistico é uma das principais causas do nosso atraso.

    Tudo bem. Preocupe-se com a cor da bandeira, o hino, e pule de alegria com as mudanças presidenciais. Eu preocupo-me com as questões sociais e de desenvolvimento.

    PS

    Voltou a fazer referências ao facto de este não ser um tema de ateísmo. Belo. Mas quaisquer reclamações devem ser dirigidas ao autor do blogue, que lançou o tema, e não a mim, que me limitei a comentar e que não tenho acesso à administração do blogue.

  • MolochBaal

    4º- Não percebe que a mentalidade da piolheira, é precisamente fazer muito barulho pelo acessório e ignorar o essencial. Mata-se o rei apenas para mudara cor da bandeira. Mas perante o grave problema social do nosso país encolhe-se os ombros e “os pobres que enriqueçam” ou que comam bolos, ou brioches.

    Estamos perante um caso paradigmatico da inconsciência portuguesa face aos verdadeiros problemas nacionais. De facto, esta inconsciência, aliada ao ódio clubistico é uma das principais causas do nosso atraso.

    Tudo bem. Preocupe-se com a cor da bandeira, o hino, e pule de alegria com as mudanças presidenciais. Eu preocupo-me com as questões sociais e de desenvolvimento.

    PS

    Voltou a fazer referências ao facto de este não ser um tema de ateísmo. Belo. Mas quaisquer reclamações devem ser dirigidas ao autor do blogue, que lançou o tema, e não a mim, que me limitei a comentar e que não tenho acesso à administração do blogue.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Vejo que você gosta de disparatar. Não pense é

  • kavkaz

    MolochBaal

    Vejo que você gosta de disparatar. Não pense é

  • MolochBaal

    PS II

    Aproveito só para lhe contar uma terrível novidade – os pobres, se pudessem, já eram todos ricos.

    Sim, acredito que uma revelação destas possa ser espantosa para si.

    Entretanto, a maior parte, mesmo que trabalhe duramente, nunca o poderá ser. Devido a condicionantes de sorte, capacidades, habilitações, mecanismos sociais de exclusão ou de promoção (factor C por exemplo) etc.

    Entretanto, o facto de a maoiria nunca poder chegar a ser rica (acredito que seja surpreendente para si) , não é razão para permitir as roubalheiras dos ricos – a conversa está a ficar cada vez mais surpreendente para si.

    São coisas como estas que fazem a diferença entre nós e um subdito da coroa dinamarquesa. A saber, dá importância à eficiência, à moralidade e solidariedade social etc. Não é preciso ser comunista nem um ditador monárquico para dar importância a estes aspectos fundamentais da vida em sociedade ( não nesta piolheira mas nos países desenvolvidos). Aliás, até consta que o rei da Dinamarca não é um ditador comunista.

    Pronto, queria só por-te a par destas novidades estranhissímas cá na piolheira.

    Mas não quero ser ingrato. Não ! Reconheço que, apesar do meu patrão violar todas as leis do trabalho e normas da honestidade, ficando com cerca de 40% do meu rendimento, apesar de a amiria dos patrões em portugal fazer o mesmo, apesar da total ineficiência dos sectores público e privado, da corrupção generalizada e da maior distância social que nos separa cada vez mais dos países desenvolvidos – que azar serem quase todos monarquias !

    Apesar disso tudo, declaro que vivo felíssicimo e cheio de esperança no futuro, porque os presidentes são mudados de vez em quando. Isto, apesar de não mudar literalmente nada a nível social ou do desenvolvimento, enche-me de alegria e de vontade de cantar.

    Declaro também que só não enriqueço porque não quero. Porque a minha amada república permite-me enriquecer. Quanto aos pobres – que comam croissants.

    Ou melhor, perdão, que comam Donuts que é mais neo-liberal.

  • MolochBaal

    PS II

    Aproveito só para lhe contar uma terrível novidade – os pobres, se pudessem, já eram todos ricos.

    Sim, acredito que uma revelação destas possa ser espantosa para si.

    Entretanto, a maior parte, mesmo que trabalhe duramente, nunca o poderá ser. Devido a condicionantes de sorte, capacidades, habilitações, mecanismos sociais de exclusão ou de promoção (factor C por exemplo) etc.

    Entretanto, o facto de a maoiria nunca poder chegar a ser rica (acredito que seja surpreendente para si) , não é razão para permitir as roubalheiras dos ricos – a conversa está a ficar cada vez mais surpreendente para si.

    São coisas como estas que fazem a diferença entre nós e um subdito da coroa dinamarquesa. A saber, dá importância à eficiência, à moralidade e solidariedade social etc. Não é preciso ser comunista nem um ditador monárquico para dar importância a estes aspectos fundamentais da vida em sociedade ( não nesta piolheira mas nos países desenvolvidos). Aliás, até consta que o rei da Dinamarca não é um ditador comunista.

    Pronto, queria só por-te a par destas novidades estranhissímas cá na piolheira.

    Mas não quero ser ingrato. Não ! Reconheço que, apesar do meu patrão violar todas as leis do trabalho e normas da honestidade, ficando com cerca de 40% do meu rendimento, apesar de a amiria dos patrões em portugal fazer o mesmo, apesar da total ineficiência dos sectores público e privado, da corrupção generalizada e da maior distância social que nos separa cada vez mais dos países desenvolvidos – que azar serem quase todos monarquias !

    Apesar disso tudo, declaro que vivo felíssicimo e cheio de esperança no futuro, porque os presidentes são mudados de vez em quando. Isto, apesar de não mudar literalmente nada a nível social ou do desenvolvimento, enche-me de alegria e de vontade de cantar.

    Declaro também que só não enriqueço porque não quero. Porque a minha amada república permite-me enriquecer. Quanto aos pobres – que comam croissants.

    Ou melhor, perdão, que comam Donuts que é mais neo-liberal.

  • MolochBaal

    Depois de tudo isto, confesso que fiquei com o seu retumbante argumento de o nível de vida ser maior em 2007 do que em 1910 – caso extremo que prova as virtudes da república.

    Tal caso fez-me no entanto pensar que o nível de vida também era muito superior em 1974 quando acabou o estado novo do que em 1926 quando o estado novo liquidou a república. Ora, seguindo sempre o seu raciocínio, seremos então obrigados a concluir que o estado novo era muito melhor do que a I repùblica. As voltas que uma lógica baseada na demagogia dá !

    Agora, para ser coerente com o seu raciocínio, faça o favor de fazer a saudação fascista e de publicar o filme do utube.

  • MolochBaal

    Depois de tudo isto, confesso que fiquei com o seu retumbante argumento de o nível de vida ser maior em 2007 do que em 1910 – caso extremo que prova as virtudes da república.

    Tal caso fez-me no entanto pensar que o nível de vida também era muito superior em 1974 quando acabou o estado novo do que em 1926 quando o estado novo liquidou a república. Ora, seguindo sempre o seu raciocínio, seremos então obrigados a concluir que o estado novo era muito melhor do que a I repùblica. As voltas que uma lógica baseada na demagogia dá !

    Agora, para ser coerente com o seu raciocínio, faça o favor de fazer a saudação fascista e de publicar o filme do utube.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Vejo que você gosta de disparatar. Não pense é que eu embarco nesse método. Não vou por aí.

    Já lhe escrevi a diferença entre ter um Rei e ter um Presidente. Você responde-me: “Eu não sou a favor da republica nem da monarquia”. Está no seu direito de pensar assim. Eu também estou no meu direito de defender podermos escolher o Chefe Máximo da Nação. E a maioria dos portugueses pensa como eu. Defende o sistema republicano. Continue neutro que é o mesmo que dizer que lhe é indiferente ser de noite ou de dia. Há quem ache o mesmo.

    Ao contrário do que você diz eu não penso que se viva num “mundo de fantasia cor de rosa”. É inventado e exagerado seu para ganhar mais razão no debate. Não vá pelo exagero e pelo erro. Fica-lhe mal. Vive-se num país democrático em que as pessoas tem possibilidades de realizar muitos dos seus interesses, de falar, reunir, têm uma Constituição excelente. Consegue-se ou resolve-se tudo ? Não, mas há o caminho aberto para resolver muitas questões. E quantos mais assuntos se resolvem, mais problemas aparecerão. Por isso, mesmo com tanto progresso, só se vêm chorões em Portugal ! É feitio !

    O que é que interessa o exemplo da monarquia dinamarquesa ? Porque não compara a República de Portugal com o reinado da Suazilândia, um dos países mais pobres de África ? São realidades diferentes, histórias diferentes, recursos diferentes e culturas diferentes. A República Portuguesa pode aprender ou ensinar muitas coisas às monarquias ! Mas ensina, certamente que “é o Povo quem mais ordena”.

    Ficou assustado por eu dizer que se vive melhor que há 100 anos atrás. Podiamos viver pior que nessa época. Há países onde se vive pior que há cem anos atrás. Países afectados pela guerra, por exemplo.

    Eu não mandei os pobres enriquecerem. O que quero chamar à atenção é que a Sociedade permite às pessoas transformar a sua vida. Uns conseguem. Outros não. Os que não conseguem têm uma série de apoios do Estado. Se baixar os braços não vai conseguir mesmo nada, nem as ajudas do Estado lhe chegarão.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Vejo que você gosta de disparatar. Não pense é que eu embarco nesse método. Não vou por aí.

    Já lhe escrevi a diferença entre ter um Rei e ter um Presidente. Você responde-me: “Eu não sou a favor da republica nem da monarquia”. Está no seu direito de pensar assim. Eu também estou no meu direito de defender podermos escolher o Chefe Máximo da Nação. E a maioria dos portugueses pensa como eu. Defende o sistema republicano. Continue neutro que é o mesmo que dizer que lhe é indiferente ser de noite ou de dia. Há quem ache o mesmo.

    Ao contrário do que você diz eu não penso que se viva num “mundo de fantasia cor de rosa”. É inventado e exagerado seu para ganhar mais razão no debate. Não vá pelo exagero e pelo erro. Fica-lhe mal. Vive-se num país democrático em que as pessoas tem possibilidades de realizar muitos dos seus interesses, de falar, reunir, têm uma Constituição excelente. Consegue-se ou resolve-se tudo ? Não, mas há o caminho aberto para resolver muitas questões. E quantos mais assuntos se resolvem, mais problemas aparecerão. Por isso, mesmo com tanto progresso, só se vêm chorões em Portugal ! É feitio !

    O que é que interessa o exemplo da monarquia dinamarquesa ? Porque não compara a República de Portugal com o reinado da Suazilândia, um dos países mais pobres de África ? São realidades diferentes, histórias diferentes, recursos diferentes e culturas diferentes. A República Portuguesa pode aprender ou ensinar muitas coisas às monarquias ! Mas ensina, certamente que “é o Povo quem mais ordena”.

    Ficou assustado por eu dizer que se vive melhor que há 100 anos atrás. Podiamos viver pior que nessa época. Há países onde se vive pior que há cem anos atrás. Países afectados pela guerra, por exemplo.

    Eu não mandei os pobres enriquecerem. O que quero chamar à atenção é que a Sociedade permite às pessoas transformar a sua vida. Uns conseguem. Outros não. Os que não conseguem têm uma série de apoios do Estado. Se baixar os braços não vai conseguir mesmo nada, nem as ajudas do Estado lhe chegarão.

  • MolochBaal

    Não sei o tenha tudo isso a ver com o que está a ser discutido. Sim, sei que se não trabalhar morro à fome. Sim, sei que o império japonês no momento de levar com duas bombas atómicas em cima ficou um boacadinho pior do a republica do portugal da época.

    O que é que isso prova a favor ou contra a republica ? Francamente a coisa escapa-me. Nunca disse que nas monarquias não era preciso trabalhar.

    Entretanto a comparação impõe-se. Visto que se coloca a questão na liberdade, é evidente que se tem de comparar o garu de liberdade que existe na monarquias mais próximas, política, cultural e geograficamente.

    Bem, mais uma novidade enorme. A Dinamarca ou a Espanha são mais próximas cultural, política e geograficamente do que a zuazilãndia.

    Depois diz que EU é que sou brincalhão. NUNCA disse que nas monarquias não se trabalha ou que é obrigação do estado sustentar quem não queira trabalhar.

    Não querer comparar Portugal com a Dinamarca ou a Espanha porque “são realidades muito diferentes” mas propor a comparação com a zuazilãndia é estar mesmo a gozar com isto tudo. Querer comparar o funcionamento normal de um regime com um excepcional estado de guerra, demonstra uma desonestidade intelectual absoluta.

    Quer dizer, se a Al quaeda rebentasse 50 bombas atómicas na Dinamarca, o nível de vida dinamarquês era papaz de descer um bocadinho. Grande novidade. Mas a cereja em cima do bolo é que, isso para ti provava os benefícios da nossa republica !!!

    Numa coisa tens razão. É melhor a conversa ficar por aqui. Mas noutra enganas-te. Esta conversa foi muito útil. É mais uma prova da treta de pintar o mundo a preto e branco. Este tipo de conversas da treta são a prova de que o fundamentalismo e o obscurantismo não se esconde apenas debaixo das saias dos padres mas também de quem clama pela liberdade.

    Quanto à maior parte do povo português preferir a republica, que bom para ele. Nunca disse que a republica era má. apenas que há questões muito mais importantes que são ignoradas e tu és um bom exemplo disso. Entretanto, nem isso é liquido. Não sei se sabes mas NUNCA foi feito um plebiscito ao regime e que a republica foi imposta pela força das armas.

    Não sei se, se fosse dado tempo e igualdade de oportunidades, não poderia haver uma surpresa.

    Entretanto, deixo esses problemas para vocês. Neste momento estou mais preocupado em que (não sei se sabes) não só a Dinamarca e a Espanha, mas até a suazilândia se desenvolveu, à escala, a uma ritmo muito superior ao nosso,, durante os ultimos 100 anos.

  • MolochBaal

    Não sei o tenha tudo isso a ver com o que está a ser discutido. Sim, sei que se não trabalhar morro à fome. Sim, sei que o império japonês no momento de levar com duas bombas atómicas em cima ficou um boacadinho pior do a republica do portugal da época.

    O que é que isso prova a favor ou contra a republica ? Francamente a coisa escapa-me. Nunca disse que nas monarquias não era preciso trabalhar.

    Entretanto a comparação impõe-se. Visto que se coloca a questão na liberdade, é evidente que se tem de comparar o garu de liberdade que existe na monarquias mais próximas, política, cultural e geograficamente.

    Bem, mais uma novidade enorme. A Dinamarca ou a Espanha são mais próximas cultural, política e geograficamente do que a zuazilãndia.

    Depois diz que EU é que sou brincalhão. NUNCA disse que nas monarquias não se trabalha ou que é obrigação do estado sustentar quem não queira trabalhar.

    Não querer comparar Portugal com a Dinamarca ou a Espanha porque “são realidades muito diferentes” mas propor a comparação com a zuazilãndia é estar mesmo a gozar com isto tudo. Querer comparar o funcionamento normal de um regime com um excepcional estado de guerra, demonstra uma desonestidade intelectual absoluta.

    Quer dizer, se a Al quaeda rebentasse 50 bombas atómicas na Dinamarca, o nível de vida dinamarquês era papaz de descer um bocadinho. Grande novidade. Mas a cereja em cima do bolo é que, isso para ti provava os benefícios da nossa republica !!!

    Numa coisa tens razão. É melhor a conversa ficar por aqui. Mas noutra enganas-te. Esta conversa foi muito útil. É mais uma prova da treta de pintar o mundo a preto e branco. Este tipo de conversas da treta são a prova de que o fundamentalismo e o obscurantismo não se esconde apenas debaixo das saias dos padres mas também de quem clama pela liberdade.

    Quanto à maior parte do povo português preferir a republica, que bom para ele. Nunca disse que a republica era má. apenas que há questões muito mais importantes que são ignoradas e tu és um bom exemplo disso. Entretanto, nem isso é liquido. Não sei se sabes mas NUNCA foi feito um plebiscito ao regime e que a republica foi imposta pela força das armas.

    Não sei se, se fosse dado tempo e igualdade de oportunidades, não poderia haver uma surpresa.

    Entretanto, deixo esses problemas para vocês. Neste momento estou mais preocupado em que (não sei se sabes) não só a Dinamarca e a Espanha, mas até a suazilândia se desenvolveu, à escala, a uma ritmo muito superior ao nosso,, durante os ultimos 100 anos.

  • kavkaz

    MolochBaal

    Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal. Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.

    Será que os súbditos da Dinamarca conseguem escolher o Chefe Máximo da Nação ? Não !

    Será que os cidadãos portugueses conseguem eleger o Chefe Máximo da Nação ? Sim !

    Esta é a diferença entre Monarquia e República. Se para si é igual… para mim não. Prefiro a República para poder votar e apoiar a pessoa em quem mais confio. Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.

    Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui. Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !

    A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.

    Pergunto-lhe: E o regime monárquico foi a plebiscito ? Não foi imposto pela força das armas desde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques ?

    Não diga as coisas sem pensar primeiro. E quando os monárquicos (PPM) vão às eleições democráticas quantos votos recebem ? Menos de 1 % ? Pois é. É assim que os portugueses os ratificaram !

  • kavkaz

    MolochBaal

    Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal. Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.

    Será que os súbditos da Dinamarca conseguem escolher o Chefe Máximo da Nação ? Não !

    Será que os cidadãos portugueses conseguem eleger o Chefe Máximo da Nação ? Sim !

    Esta é a diferença entre Monarquia e República. Se para si é igual… para mim não. Prefiro a República para poder votar e apoiar a pessoa em quem mais confio. Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.

    Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui. Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !

    A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.

    Pergunto-lhe: E o regime monárquico foi a plebiscito ? Não foi imposto pela força das armas desde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques ?

    Não diga as coisas sem pensar primeiro. E quando os monárquicos (PPM) vão às eleições democráticas quantos votos recebem ? Menos de 1 % ? Pois é. É assim que os portugueses os ratificaram !

  • kavkaz

    MolochBaal

    Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal. Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.

    Será que os súbditos da Dinamarca conseguem escolher o Chefe Máximo da Nação ? Não !

    Será que os cidadãos portugueses conseguem eleger o Chefe Máximo da Nação ? Sim !

    Esta é a diferença entre Monarquia e República. Se para si é igual… para mim não. Prefiro a República para poder votar e apoiar a pessoa em quem mais confio. Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.

    Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui. Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !

    A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.

    Pergunto-lhe: E o regime monárquico foi a plebiscito ? Não foi imposto pela força das armas desde o primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques ?

    Não diga as coisas sem pensar primeiro. E quando os monárquicos (PPM) vão às eleições democráticas quantos votos recebem ? Menos de 1 % ? Pois é. É assim que os portugueses os ratificaram !

  • Carlos Esperança

    1 – Com a monarquia caiu o poder da Igreja;

    2 – Aqui fica uma carta de D. Carlos, que tratava todos os súbditos por «tu», a João Franco:

    “9-5-907″
    Meu querido João
    Depois da nossa conversa tive varias outras noticias de differentes origens que todas confirmam a maneira de vêr e de proceder em que hontem ficamos de accordo. Vamos por certo ter uma campanha sobretudo contra nós dois, mas para isso é que cá estamos. Campanha baseada na minha carta ao Hintze, e nas tuas antecedentes affirmações.
    Mas a minha carta ao Hintze não condemna em absoluto as dictaduras. Dizia que n’aquelle momento as não achava convenientes, o que não queria dizer que n’outros, e este é um d’elles, eu não as acceite e, o que é mais, até as ache convenientes e necessarias. E ainda que eu tivesse declarado absolutamente o contrario, diria que não é homem de Estado, nem sabe servir o seu Paiz aquelle que julgando ter affirmado um erro, se não penitenceie d’elle e não esteja prompto, reconhecendo-o, a seguir caminho diverso que julgue mais opportuno e conveniente.
    Quanto ás tuas affirmacões … provaste á saciedade que as quizeste seguir; deste uma sessão parlamentar, nunca vista, mas chegaste ao fim, como chegaram todos aquelles que estão de sangue frio e não levados por mesquinhas considerações pessoaes ou partidarias, convencido que não era d’alli que poderia vir o restabelecimento da disciplina social, nem o renascimento do nosso Paiz. N’este sentimento acompanha-te, acompanha-nos, por certo grande parte do Paiz; deixemos, pois, fallar quem falla e continuemos serenamente, com calma, mas com firmeza a nossa obra.
    N’este caminho encontrarás tu e os teus collegas todo o meu appoio o mais rasgado e o mais franco, porque considero que só assim, dadas as circumstancias em que nos encontramos, poderemos fazer alguma cousa boa e util para o nosso Paiz. Desculpa esta massada, mas tive receio que da nossa conversa d’hontem te tivesse ficado alguma duvida sobre a minha maneira de pensar.

    Sempre teu amigo obrigado
    Carlos R.”

    [in, Cartas D’El Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu ultimo Presidente do Conselho, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924, 5ª ed., p.119-120]

  • Carlos Esperança

    1 – Com a monarquia caiu o poder da Igreja;

    2 – Aqui fica uma carta de D. Carlos, que tratava todos os súbditos por «tu», a João Franco:

    “9-5-907″
    Meu querido João
    Depois da nossa conversa tive varias outras noticias de differentes origens que todas confirmam a maneira de vêr e de proceder em que hontem ficamos de accordo. Vamos por certo ter uma campanha sobretudo contra nós dois, mas para isso é que cá estamos. Campanha baseada na minha carta ao Hintze, e nas tuas antecedentes affirmações.
    Mas a minha carta ao Hintze não condemna em absoluto as dictaduras. Dizia que n’aquelle momento as não achava convenientes, o que não queria dizer que n’outros, e este é um d’elles, eu não as acceite e, o que é mais, até as ache convenientes e necessarias. E ainda que eu tivesse declarado absolutamente o contrario, diria que não é homem de Estado, nem sabe servir o seu Paiz aquelle que julgando ter affirmado um erro, se não penitenceie d’elle e não esteja prompto, reconhecendo-o, a seguir caminho diverso que julgue mais opportuno e conveniente.
    Quanto ás tuas affirmacões … provaste á saciedade que as quizeste seguir; deste uma sessão parlamentar, nunca vista, mas chegaste ao fim, como chegaram todos aquelles que estão de sangue frio e não levados por mesquinhas considerações pessoaes ou partidarias, convencido que não era d’alli que poderia vir o restabelecimento da disciplina social, nem o renascimento do nosso Paiz. N’este sentimento acompanha-te, acompanha-nos, por certo grande parte do Paiz; deixemos, pois, fallar quem falla e continuemos serenamente, com calma, mas com firmeza a nossa obra.
    N’este caminho encontrarás tu e os teus collegas todo o meu appoio o mais rasgado e o mais franco, porque considero que só assim, dadas as circumstancias em que nos encontramos, poderemos fazer alguma cousa boa e util para o nosso Paiz. Desculpa esta massada, mas tive receio que da nossa conversa d’hontem te tivesse ficado alguma duvida sobre a minha maneira de pensar.

    Sempre teu amigo obrigado
    Carlos R.”

    [in, Cartas D’El Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu ultimo Presidente do Conselho, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924, 5ª ed., p.119-120]

  • Carlos Esperança

    1 – Com a monarquia caiu o poder da Igreja;

    2 – Aqui fica uma carta de D. Carlos, que tratava todos os súbditos por «tu», a João Franco:

    “9-5-907″
    Meu querido João
    Depois da nossa conversa tive varias outras noticias de differentes origens que todas confirmam a maneira de vêr e de proceder em que hontem ficamos de accordo. Vamos por certo ter uma campanha sobretudo contra nós dois, mas para isso é que cá estamos. Campanha baseada na minha carta ao Hintze, e nas tuas antecedentes affirmações.
    Mas a minha carta ao Hintze não condemna em absoluto as dictaduras. Dizia que n’aquelle momento as não achava convenientes, o que não queria dizer que n’outros, e este é um d’elles, eu não as acceite e, o que é mais, até as ache convenientes e necessarias. E ainda que eu tivesse declarado absolutamente o contrario, diria que não é homem de Estado, nem sabe servir o seu Paiz aquelle que julgando ter affirmado um erro, se não penitenceie d’elle e não esteja prompto, reconhecendo-o, a seguir caminho diverso que julgue mais opportuno e conveniente.
    Quanto ás tuas affirmacões … provaste á saciedade que as quizeste seguir; deste uma sessão parlamentar, nunca vista, mas chegaste ao fim, como chegaram todos aquelles que estão de sangue frio e não levados por mesquinhas considerações pessoaes ou partidarias, convencido que não era d’alli que poderia vir o restabelecimento da disciplina social, nem o renascimento do nosso Paiz. N’este sentimento acompanha-te, acompanha-nos, por certo grande parte do Paiz; deixemos, pois, fallar quem falla e continuemos serenamente, com calma, mas com firmeza a nossa obra.
    N’este caminho encontrarás tu e os teus collegas todo o meu appoio o mais rasgado e o mais franco, porque considero que só assim, dadas as circumstancias em que nos encontramos, poderemos fazer alguma cousa boa e util para o nosso Paiz. Desculpa esta massada, mas tive receio que da nossa conversa d’hontem te tivesse ficado alguma duvida sobre a minha maneira de pensar.

    Sempre teu amigo obrigado
    Carlos R.”

    [in, Cartas D’El Rei D. Carlos I a João Franco Castello-Branco seu ultimo Presidente do Conselho, Livrarias Aillaud e Bertrand, 1924, 5ª ed., p.119-120]

  • MolochBaal

    kavkaz

    Estou verdadeiramente atónito com o que dizes.

    “A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.”

    Muito bem. Podes apresentar documentos que demonstrem que a república não foi imposta com uma revolução violenta e que foi realizado um plebiscito ?

    Aguardo, com hilariedade, a tua nova versão da História de portugal.

    “Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui.

    É precisamente isso que eu te estou a dizer há dois dias. Não é a questão do regime que distingue o essencial.

    “Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !”

    Nunca disse que essa opção é má. Simplesmente parece que não consegues perceber que na nossa republica ou na monarquia constitucional quem manda é o governo eleito.
    Por isso a tua opção é bastante limitada. Embora possa ser preferível, é uma treta pretender que o derrube violento da monarquia foi um acto heróico para nos salvar a todos de uma terrível ditadura.

    “Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal.”

    Lá por não teres argumentos não é preciso inventyares mentiras. Já comparei várias vezes a monarquia com a republica em Portugal. Que queiras fingir que não sabes ler é natural, pois na minha comparação referi o facto de, durante a monarquia, estavamos MENOS atrasados em relação aos países desenvolvidos do que hoje, depois de 100 anos de republica. Peço-te que não finjas que não sabes ler, porque já repeti isto umas 3 vezes.

    “Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.”

    É natural que não queiras fazer comparações com os países mais óbvios, que partilham connosco parte da sua política, cultura, história, população e economia, porque quase todos os casos provam que a questão do regime é secundária, conforme eu já disse.

    Entretanto já começas a irritar com essa istória de fingir que não sabes ler. Embora ache completamente hipócrita não nos quereres comparar com a espanha “porque é muito diferente” mas vás buscar a zuazilândia que para ti já terá muita coisa a ver connosco, apesar dessa tua hipocrisia eu aceitei a comparação. Não é difícil. A zuazilândia, com um regime monárquico, no Séc XIX estava uns mil anos atrasada em relação ao ocidente. Hoje está atrasada uns 30 anos. Progrediu portanto muito mais do rapidamente que nós, à escala, pelo que não estou a ver em que é que uma republica a teria feito progredir mais.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Estou verdadeiramente atónito com o que dizes.

    “A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.”

    Muito bem. Podes apresentar documentos que demonstrem que a república não foi imposta com uma revolução violenta e que foi realizado um plebiscito ?

    Aguardo, com hilariedade, a tua nova versão da História de portugal.

    “Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui.

    É precisamente isso que eu te estou a dizer há dois dias. Não é a questão do regime que distingue o essencial.

    “Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !”

    Nunca disse que essa opção é má. Simplesmente parece que não consegues perceber que na nossa republica ou na monarquia constitucional quem manda é o governo eleito.
    Por isso a tua opção é bastante limitada. Embora possa ser preferível, é uma treta pretender que o derrube violento da monarquia foi um acto heróico para nos salvar a todos de uma terrível ditadura.

    “Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal.”

    Lá por não teres argumentos não é preciso inventyares mentiras. Já comparei várias vezes a monarquia com a republica em Portugal. Que queiras fingir que não sabes ler é natural, pois na minha comparação referi o facto de, durante a monarquia, estavamos MENOS atrasados em relação aos países desenvolvidos do que hoje, depois de 100 anos de republica. Peço-te que não finjas que não sabes ler, porque já repeti isto umas 3 vezes.

    “Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.”

    É natural que não queiras fazer comparações com os países mais óbvios, que partilham connosco parte da sua política, cultura, história, população e economia, porque quase todos os casos provam que a questão do regime é secundária, conforme eu já disse.

    Entretanto já começas a irritar com essa istória de fingir que não sabes ler. Embora ache completamente hipócrita não nos quereres comparar com a espanha “porque é muito diferente” mas vás buscar a zuazilândia que para ti já terá muita coisa a ver connosco, apesar dessa tua hipocrisia eu aceitei a comparação. Não é difícil. A zuazilândia, com um regime monárquico, no Séc XIX estava uns mil anos atrasada em relação ao ocidente. Hoje está atrasada uns 30 anos. Progrediu portanto muito mais do rapidamente que nós, à escala, pelo que não estou a ver em que é que uma republica a teria feito progredir mais.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Estou verdadeiramente atónito com o que dizes.

    “A sua frase de que não houve plebiscito ao regime republicano e que este foi imposto pelas armas é demagógica e costuma ser defendida pelos monárquicos. Você está bem iludido.”

    Muito bem. Podes apresentar documentos que demonstrem que a república não foi imposta com uma revolução violenta e que foi realizado um plebiscito ?

    Aguardo, com hilariedade, a tua nova versão da História de portugal.

    “Há Repúblicas onde se vive melhor que noutras monarquias e vice-versa. Não se conclui por aqui.

    É precisamente isso que eu te estou a dizer há dois dias. Não é a questão do regime que distingue o essencial.

    “Eu distingo pelo regime que me dá mais opções. E como vivo em Portugal opto pelo regime que me dá o direito de escolher o Presidente. Daqui não ter qualquer dúvida em optar pela República Portuguesa. Ter que gramar o Duque de Bragança a mandar em mim toda a vida ? Só se fosse maluquinho !”

    Nunca disse que essa opção é má. Simplesmente parece que não consegues perceber que na nossa republica ou na monarquia constitucional quem manda é o governo eleito.
    Por isso a tua opção é bastante limitada. Embora possa ser preferível, é uma treta pretender que o derrube violento da monarquia foi um acto heróico para nos salvar a todos de uma terrível ditadura.

    “Eu comparo regimes diferentes (republica ou monarquia) para o mesmo país, Portugal.”

    Lá por não teres argumentos não é preciso inventyares mentiras. Já comparei várias vezes a monarquia com a republica em Portugal. Que queiras fingir que não sabes ler é natural, pois na minha comparação referi o facto de, durante a monarquia, estavamos MENOS atrasados em relação aos países desenvolvidos do que hoje, depois de 100 anos de republica. Peço-te que não finjas que não sabes ler, porque já repeti isto umas 3 vezes.

    “Você compara regimes diferentes em países diferentes. A sua conclusão só pode ser NENHUMA, pois eu junto-lhe mais países e as conclusões saem trocadas.”

    É natural que não queiras fazer comparações com os países mais óbvios, que partilham connosco parte da sua política, cultura, história, população e economia, porque quase todos os casos provam que a questão do regime é secundária, conforme eu já disse.

    Entretanto já começas a irritar com essa istória de fingir que não sabes ler. Embora ache completamente hipócrita não nos quereres comparar com a espanha “porque é muito diferente” mas vás buscar a zuazilândia que para ti já terá muita coisa a ver connosco, apesar dessa tua hipocrisia eu aceitei a comparação. Não é difícil. A zuazilândia, com um regime monárquico, no Séc XIX estava uns mil anos atrasada em relação ao ocidente. Hoje está atrasada uns 30 anos. Progrediu portanto muito mais do rapidamente que nós, à escala, pelo que não estou a ver em que é que uma republica a teria feito progredir mais.

  • MolochBaal

    “Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.”

    Peço que não sejas mentiroso e que não voltes a dizer que eu digo que nas monarquias não é preciso trabalhar para viver. O que eu disse, é que na maior parte das monarquias europeias existe maior honestidade, solidariedade, coesão e justiça social do que em Portugal, após 100 anos de republica. Isto é, trabalha-se, mas não se é roubado pelos patrões. As leis laborais são cumpridas e o direito de todos é respeitado. Isto para ti pode ser esquisito. Mas nos países europeus desenvolvidos os trabalhadores têm direitos.

    Quanto a comer e calar é tu que o dizes, quando mandas os pobres enriquecerem e dizes que quem pretenda que os patrões cumpram a legislação laboral é um “chorão”.

    Essa tua arrogãncia e insensibilidade social demonstra que te estás nas tintas para a liberdade que tanto apregoas. Na realidade defendes uma sociedade de castas, em que os ricos não têm de cumprir as leis e os pobres têm de comer e calar, porque se protestarem são uns “chorões”. E quem estiver mal que enriqueça !

    Pelo que tu próprio és uma prova de que a liberdade não se afirmou com a republica mas levámos com mais do mesmo. Simplesmente o privilegiado que estava acima das leis deixou de ser o conde para ser o empresário.

  • MolochBaal

    “Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.”

    Peço que não sejas mentiroso e que não voltes a dizer que eu digo que nas monarquias não é preciso trabalhar para viver. O que eu disse, é que na maior parte das monarquias europeias existe maior honestidade, solidariedade, coesão e justiça social do que em Portugal, após 100 anos de republica. Isto é, trabalha-se, mas não se é roubado pelos patrões. As leis laborais são cumpridas e o direito de todos é respeitado. Isto para ti pode ser esquisito. Mas nos países europeus desenvolvidos os trabalhadores têm direitos.

    Quanto a comer e calar é tu que o dizes, quando mandas os pobres enriquecerem e dizes que quem pretenda que os patrões cumpram a legislação laboral é um “chorão”.

    Essa tua arrogãncia e insensibilidade social demonstra que te estás nas tintas para a liberdade que tanto apregoas. Na realidade defendes uma sociedade de castas, em que os ricos não têm de cumprir as leis e os pobres têm de comer e calar, porque se protestarem são uns “chorões”. E quem estiver mal que enriqueça !

    Pelo que tu próprio és uma prova de que a liberdade não se afirmou com a republica mas levámos com mais do mesmo. Simplesmente o privilegiado que estava acima das leis deixou de ser o conde para ser o empresário.

  • MolochBaal

    “Na Monarquia “comia e calava”.

    Viver numa Monarquia não garante nada. Tem de trabalhar. Na República a mesma coisa.”

    Peço que não sejas mentiroso e que não voltes a dizer que eu digo que nas monarquias não é preciso trabalhar para viver. O que eu disse, é que na maior parte das monarquias europeias existe maior honestidade, solidariedade, coesão e justiça social do que em Portugal, após 100 anos de republica. Isto é, trabalha-se, mas não se é roubado pelos patrões. As leis laborais são cumpridas e o direito de todos é respeitado. Isto para ti pode ser esquisito. Mas nos países europeus desenvolvidos os trabalhadores têm direitos.

    Quanto a comer e calar é tu que o dizes, quando mandas os pobres enriquecerem e dizes que quem pretenda que os patrões cumpram a legislação laboral é um “chorão”.

    Essa tua arrogãncia e insensibilidade social demonstra que te estás nas tintas para a liberdade que tanto apregoas. Na realidade defendes uma sociedade de castas, em que os ricos não têm de cumprir as leis e os pobres têm de comer e calar, porque se protestarem são uns “chorões”. E quem estiver mal que enriqueça !

    Pelo que tu próprio és uma prova de que a liberdade não se afirmou com a republica mas levámos com mais do mesmo. Simplesmente o privilegiado que estava acima das leis deixou de ser o conde para ser o empresário.

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    “Com a monarquia caiu o poder da Igreja;”

    Ufa, estou mais aliviado ! Imagina que nos meus livros de história, que com certeza estão todos errados, logo a seguir à primeira republica levámos com 70 anos de um regime republicano que se enquadra na tipologia histórica de FASCISMO CLERICAL.

    Hás-de me dar referências dos teus livros de Hitória que são muito mais giros.

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    “Com a monarquia caiu o poder da Igreja;”

    Ufa, estou mais aliviado ! Imagina que nos meus livros de história, que com certeza estão todos errados, logo a seguir à primeira republica levámos com 70 anos de um regime republicano que se enquadra na tipologia histórica de FASCISMO CLERICAL.

    Hás-de me dar referências dos teus livros de Hitória que são muito mais giros.

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    “Com a monarquia caiu o poder da Igreja;”

    Ufa, estou mais aliviado ! Imagina que nos meus livros de história, que com certeza estão todos errados, logo a seguir à primeira republica levámos com 70 anos de um regime republicano que se enquadra na tipologia histórica de FASCISMO CLERICAL.

    Hás-de me dar referências dos teus livros de Hitória que são muito mais giros.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Outra demonstração da tua total indiferença para a liberdade e a democracia é o facto de considerares que, simplesmente por pretender que a legislação laboral seja cumprida, o trabalhador quer viver sem trabalhar. Tu és tão democrata como um conde do Séc XII. Simplesmente, tal como os católicos, os privilegiados juntaram a hipocrisia à arrogância. Assim, os papas clamam pela “defesa intransigente da vida” enquanto apoiaram as ditaduras do Séc XX. Tu clamas pela liberdade, mas não reconheces quaisquer direitos aos trabalhadores. Liberdade mas só para os patrões, nomeadamente a de não cumprirem a legislação laboral. Para os empregados a liberdade de comerem e calarem. Deixarem-se roubar mas não protestarem, porque senão são uns chorões. És um libertário do caraças.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Outra demonstração da tua total indiferença para a liberdade e a democracia é o facto de considerares que, simplesmente por pretender que a legislação laboral seja cumprida, o trabalhador quer viver sem trabalhar. Tu és tão democrata como um conde do Séc XII. Simplesmente, tal como os católicos, os privilegiados juntaram a hipocrisia à arrogância. Assim, os papas clamam pela “defesa intransigente da vida” enquanto apoiaram as ditaduras do Séc XX. Tu clamas pela liberdade, mas não reconheces quaisquer direitos aos trabalhadores. Liberdade mas só para os patrões, nomeadamente a de não cumprirem a legislação laboral. Para os empregados a liberdade de comerem e calarem. Deixarem-se roubar mas não protestarem, porque senão são uns chorões. És um libertário do caraças.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Outra demonstração da tua total indiferença para a liberdade e a democracia é o facto de considerares que, simplesmente por pretender que a legislação laboral seja cumprida, o trabalhador quer viver sem trabalhar. Tu és tão democrata como um conde do Séc XII. Simplesmente, tal como os católicos, os privilegiados juntaram a hipocrisia à arrogância. Assim, os papas clamam pela “defesa intransigente da vida” enquanto apoiaram as ditaduras do Séc XX. Tu clamas pela liberdade, mas não reconheces quaisquer direitos aos trabalhadores. Liberdade mas só para os patrões, nomeadamente a de não cumprirem a legislação laboral. Para os empregados a liberdade de comerem e calarem. Deixarem-se roubar mas não protestarem, porque senão são uns chorões. És um libertário do caraças.

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    48 anos e não 70. Já estava a confundir com outra das piores ditaduras do Séc XIX, a dos sovietes, em que outra república ditatorial conseguiu provar que, em relação ao essencial, a questão do regime é secundária. Mas enfim, como alguns dos dirigentes comunistas eram substituidos de tempos a tempos, pode ser que também considerem a feroz ditadura estalinista como uma paraíso libertário. Afinal, paqra vocês o que conta é que se vá mudando de presidente…

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    48 anos e não 70. Já estava a confundir com outra das piores ditaduras do Séc XIX, a dos sovietes, em que outra república ditatorial conseguiu provar que, em relação ao essencial, a questão do regime é secundária. Mas enfim, como alguns dos dirigentes comunistas eram substituidos de tempos a tempos, pode ser que também considerem a feroz ditadura estalinista como uma paraíso libertário. Afinal, paqra vocês o que conta é que se vá mudando de presidente…

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    48 anos e não 70. Já estava a confundir com outra das piores ditaduras do Séc XIX, a dos sovietes, em que outra república ditatorial conseguiu provar que, em relação ao essencial, a questão do regime é secundária. Mas enfim, como alguns dos dirigentes comunistas eram substituidos de tempos a tempos, pode ser que também considerem a feroz ditadura estalinista como uma paraíso libertário. Afinal, paqra vocês o que conta é que se vá mudando de presidente…

  • kavkaz

    MolochBaal

    Você afirma que eu teria dito ou pensado certas frases que você escreve, mas não passa de imaginação fértil sua.

    Já vi que você está mais preocupado em discussões sem sentido. Continue, mas a falar sozinho.

    E viva a República Portuguesa ! Tenho dito !

  • kavkaz

    MolochBaal

    Você afirma que eu teria dito ou pensado certas frases que você escreve, mas não passa de imaginação fértil sua.

    Já vi que você está mais preocupado em discussões sem sentido. Continue, mas a falar sozinho.

    E viva a República Portuguesa ! Tenho dito !

  • kavkaz

    MolochBaal

    Você afirma que eu teria dito ou pensado certas frases que você escreve, mas não passa de imaginação fértil sua.

    Já vi que você está mais preocupado em discussões sem sentido. Continue, mas a falar sozinho.

    E viva a República Portuguesa ! Tenho dito !

  • Carlos Esperança

    MolochBaal :

    Confundir República com a ditadura fascista de Salazar é de tal modo desonesto que não respondo a alguma argumentação lógica.

    Salazar era monárquico e foi ele que, à semelhança de Franco, quis preparar o regresso à monarquia trazendo para Portugal um austríaco de duvidosa descendência Bragança para aguardar um trono que foi extinto.

  • Carlos Esperança

    MolochBaal :

    Confundir República com a ditadura fascista de Salazar é de tal modo desonesto que não respondo a alguma argumentação lógica.

    Salazar era monárquico e foi ele que, à semelhança de Franco, quis preparar o regresso à monarquia trazendo para Portugal um austríaco de duvidosa descendência Bragança para aguardar um trono que foi extinto.

  • Carlos Esperança

    MolochBaal :

    Confundir República com a ditadura fascista de Salazar é de tal modo desonesto que não respondo a alguma argumentação lógica.

    Salazar era monárquico e foi ele que, à semelhança de Franco, quis preparar o regresso à monarquia trazendo para Portugal um austríaco de duvidosa descendência Bragança para aguardar um trono que foi extinto.

  • MolochBaal

    kavkaz

    Já tinha dito que não havia condições para conversar contigo. O grande defensor da liberdade que, quando eu refiro a situação social que temos depois de 100 anos de republica, onde somos o país europeu onde existe o maior fosso entre ricos e pobres na redistribuiução da riqueza, onde a lei e a ordem é arrogantemente espezinhada pelos privilegiados, a única coisa que tem a dizer é que, quem ache mal é um chorão e que, quem está mal que enriqueça. Estou enternecido pelo teu amor à liberdade.

    Gostei também da tua lógica, em que recusas comparações com a espanha mas vais buscar o exemplo da zuazilândia. Mas quando eu digo que então está nbem, que esse exemplo também serve, já não dizes nada…

    São pessoas como tu que me fazem dizer que não mudámos nada com a republica. Podem gritar vivas à vontade. O que se constata é que a mudança de regime foi essencialmente cosmética e que o essencial continuou como dantes. Constata-se que o Buiça até pode ter sido um herói, visto que morreu pela causa. Mas a sua causa era um amontoado de superficialidades e frases ocas, em que vivas à republica e mudanças de bandeira acabam por ser o essencial. Por tudo isso, o assassinato do rei e actos violentos para a mudança de regime foram das maiores IDIOTICES da história de portugal.

    E viva a piolheira em que continuamos a viver !

  • MolochBaal

    kavkaz

    Já tinha dito que não havia condições para conversar contigo. O grande defensor da liberdade que, quando eu refiro a situação social que temos depois de 100 anos de republica, onde somos o país europeu onde existe o maior fosso entre ricos e pobres na redistribuiução da riqueza, onde a lei e a ordem é arrogantemente espezinhada pelos privilegiados, a única coisa que tem a dizer é que, quem ache mal é um chorão e que, quem está mal que enriqueça. Estou enternecido pelo teu amor à liberdade.

    Gostei também da tua lógica, em que recusas comparações com a espanha mas vais buscar o exemplo da zuazilândia. Mas quando eu digo que então está nbem, que esse exemplo também serve, já não dizes nada…

    São pessoas como tu que me fazem dizer que não mudámos nada com a republica. Podem gritar vivas à vontade. O que se constata é que a mudança de regime foi essencialmente cosmética e que o essencial continuou como dantes. Constata-se que o Buiça até pode ter sido um herói, visto que morreu pela causa. Mas a sua causa era um amontoado de superficialidades e frases ocas, em que vivas à republica e mudanças de bandeira acabam por ser o essencial. Por tudo isso, o assassinato do rei e actos violentos para a mudança de regime foram das maiores IDIOTICES da história de portugal.

    E viva a piolheira em que continuamos a viver !

  • MolochBaal

    kavkaz

    Já tinha dito que não havia condições para conversar contigo. O grande defensor da liberdade que, quando eu refiro a situação social que temos depois de 100 anos de republica, onde somos o país europeu onde existe o maior fosso entre ricos e pobres na redistribuiução da riqueza, onde a lei e a ordem é arrogantemente espezinhada pelos privilegiados, a única coisa que tem a dizer é que, quem ache mal é um chorão e que, quem está mal que enriqueça. Estou enternecido pelo teu amor à liberdade.

    Gostei também da tua lógica, em que recusas comparações com a espanha mas vais buscar o exemplo da zuazilândia. Mas quando eu digo que então está nbem, que esse exemplo também serve, já não dizes nada…

    São pessoas como tu que me fazem dizer que não mudámos nada com a republica. Podem gritar vivas à vontade. O que se constata é que a mudança de regime foi essencialmente cosmética e que o essencial continuou como dantes. Constata-se que o Buiça até pode ter sido um herói, visto que morreu pela causa. Mas a sua causa era um amontoado de superficialidades e frases ocas, em que vivas à republica e mudanças de bandeira acabam por ser o essencial. Por tudo isso, o assassinato do rei e actos violentos para a mudança de regime foram das maiores IDIOTICES da história de portugal.

    E viva a piolheira em que continuamos a viver !

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    Ups ! Então agora o estado novo foi uma monarquia ! Ok, tens de me indicar MESMO a tua livraria. E eu a pensar que Américo Tomás tinha sido PRESIDENTE DA REPÚBLICA, que o estado novo tinha sido a II REPUBLICA.

    Vê lá os sacanas dos autores dos meus livros de História, as mentiras que andam a propalar ! Revoltante !

    Afinal o Tomás deve ter sido o presidente da monarquia e o estado novo foi a IV dinastia ! Vê lá como eu andava enganado !

    É que, vê lá tu, há mentirosos que dizem que, se o Salazar inicialmente era monarquico, acabou por nunca reinstaurar a monarquia e que no regime tanto existiam monárquicos como republicanos.

    Porque há mentirosos que dizem que tanto se pode ser republicano democrata como antidemocrata, porque a questão da republica é apenas um pormenor simbólico. Existem republicanos de extrema esquerda e de extrema direita. Vê lá tu que até existem fascistas republicanos ! Granda novidade ! Vê lá as coisas que eu descubro !

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    Ups ! Então agora o estado novo foi uma monarquia ! Ok, tens de me indicar MESMO a tua livraria. E eu a pensar que Américo Tomás tinha sido PRESIDENTE DA REPÚBLICA, que o estado novo tinha sido a II REPUBLICA.

    Vê lá os sacanas dos autores dos meus livros de História, as mentiras que andam a propalar ! Revoltante !

    Afinal o Tomás deve ter sido o presidente da monarquia e o estado novo foi a IV dinastia ! Vê lá como eu andava enganado !

    É que, vê lá tu, há mentirosos que dizem que, se o Salazar inicialmente era monarquico, acabou por nunca reinstaurar a monarquia e que no regime tanto existiam monárquicos como republicanos.

    Porque há mentirosos que dizem que tanto se pode ser republicano democrata como antidemocrata, porque a questão da republica é apenas um pormenor simbólico. Existem republicanos de extrema esquerda e de extrema direita. Vê lá tu que até existem fascistas republicanos ! Granda novidade ! Vê lá as coisas que eu descubro !

  • MolochBaal

    Carlos Esperança

    Ups ! Então agora o estado novo foi uma monarquia ! Ok, tens de me indicar MESMO a tua livraria. E eu a pensar que Américo Tomás tinha sido PRESIDENTE DA REPÚBLICA, que o estado novo tinha sido a II REPUBLICA.

    Vê lá os sacanas dos autores dos meus livros de História, as mentiras que andam a propalar ! Revoltante !

    Afinal o Tomás deve ter sido o presidente da monarquia e o estado novo foi a IV dinastia ! Vê lá como eu andava enganado !

    É que, vê lá tu, há mentirosos que dizem que, se o Salazar inicialmente era monarquico, acabou por nunca reinstaurar a monarquia e que no regime tanto existiam monárquicos como republicanos.

    Porque há mentirosos que dizem que tanto se pode ser republicano democrata como antidemocrata, porque a questão da republica é apenas um pormenor simbólico. Existem republicanos de extrema esquerda e de extrema direita. Vê lá tu que até existem fascistas republicanos ! Granda novidade ! Vê lá as coisas que eu descubro !

  • MolochBaal

    Até descubri que existem monárquicos socialistas e republicanos conservadores, monárquicos anticlericais e republicanos do Opus Dei, republicanos nazis e monárquicos antifascistas !

    Porque a questão do regime é apenas um pormenor simbólico/administrativo que não influi no essencial.

    Para saber estas coisas não é preciso ser um grande crâneo. Basta conhecer minimamente o mundo em que vivemos. Basta não ser um fanático cego !

  • MolochBaal

    Até descubri que existem monárquicos socialistas e republicanos conservadores, monárquicos anticlericais e republicanos do Opus Dei, republicanos nazis e monárquicos antifascistas !

    Porque a questão do regime é apenas um pormenor simbólico/administrativo que não influi no essencial.

    Para saber estas coisas não é preciso ser um grande crâneo. Basta conhecer minimamente o mundo em que vivemos. Basta não ser um fanático cego !

  • MolochBaal

    Porque, por exemplo, se andasses com os olhos abertos, pensavas duas vezes antes de dar a entender que a republica, por si, mina o poder da igreja, quando temos socialistas republicanos, como António Guterres, que pertencem ao Opus Dei e na vizinha espanha um partido socialista em que a maior parte dos seus membros são monárquicos, ao comando de um governo monárquico, enfrenta a igreja como nunca a nossa III republica enfrentou.

    Mas para não falar do estrangeiro, que vocês não gostam, visto que TODOS os exemplos possíveis demonstram aquilo que eu disse, lembro-te só que, o nosso primeiro grande movimento anticlerical se deu em plena monarquia com a instauração do liberalismo.

  • MolochBaal

    Porque, por exemplo, se andasses com os olhos abertos, pensavas duas vezes antes de dar a entender que a republica, por si, mina o poder da igreja, quando temos socialistas republicanos, como António Guterres, que pertencem ao Opus Dei e na vizinha espanha um partido socialista em que a maior parte dos seus membros são monárquicos, ao comando de um governo monárquico, enfrenta a igreja como nunca a nossa III republica enfrentou.

    Mas para não falar do estrangeiro, que vocês não gostam, visto que TODOS os exemplos possíveis demonstram aquilo que eu disse, lembro-te só que, o nosso primeiro grande movimento anticlerical se deu em plena monarquia com a instauração do liberalismo.

  • Abrasivus

    Tendo em atenção a profundidade do tema em causa, a troca de argumentos até seria interessante de acompanhar, não fosse algum azedume – eventualmente justificado – por parte do caro MolochBaal.

    Segundo o que me atrevo a tentar perceber, para o caro MolochBaal o regime sobre o qual vivemos é absolutamente indiferente para vivência real do dia-a-dia.
    Tanto faz viver na monarquia da Dinamarca como na república Alemã desde que se viva bem.
    Concordo…

    As realizações do desenvolvimento e do progresso da Humanidade face às minudências da estrutura organizativa da sociedade onde eles assentam, com se definem e a quem se dirigem, são de longe prioritárias – até porque assim, estatísticamente somos mais ricos e estamos mais próximos de realizar as nossas fantasias, pois ao fim ao cabo, é para isso que nós cá estamos, e vida, só há esta!…

    Se estiver a pensar nisto enquanto observo o meu belíssimo umbigo, assim de repente, até penso que estou de acordo…
    Mas se por exemplo, estiver a resolver um sudoku, já não concordo.

    Vá lá saber-se porquê, chateia-me a ideia de alguém, pelo facto de possuir uma determinada sequência específica de ADN, possa deter o direito de representar mesmo que simbolicamente um grupo de indivíduos.
    Muito mais ainda me aborrece que essa sequência específica de ADN, possa ser invocada para a atribuição de algum poder decisório sobre o que quer que seja, para além do exercido sobre o próprio possuidor desse ADN.

    Não é preciso ser licenciado em História para perceber que a aceitação da sucessão genética da liderança, permitia ultrapassar o problema de escolha de um líder, o que naqueles tempos, só podia ser resolvido à chapada…
    Era um bom sistema para garantir a paz na altura de susbtituição de um líder, e a dada altura na Europa até era gerida centralmente pelo Vaticano – Por exemplo, Portugal apenas o é, porque o Vaticano autorizou a sua existência.

    Desejando que a civilização e a sociedade evolua pacificamente para uma meritocracia, não posso ser indiferente a este detalhe organizativo da sociedade, pois para além de se ter revelado como uma solução para a transição pacífica de poder ao longo da História Humana, também me parece que não tenha qualquer futuro em termos de reconhecimento de legitimidade por parte de uma povo cada vez mais esclarecido e culto.

    Com mais ou menos atropelos nos métodos implementados, quando se atinge o estado de República, é impensável o retorno a uma sociedade com um sistema decisório baseado no “mérito” de uma sequência de ADN específica.
    A não ser, claro, que um qualquer republicano fascista crie um super-homem geneticamente perfeito que seja a base da futura casta dirigente a nível planetário.

    Espero sinceramente que as próximas gerações não caiam nesse tipo de esparrela…

  • Abrasivus

    Tendo em atenção a profundidade do tema em causa, a troca de argumentos até seria interessante de acompanhar, não fosse algum azedume – eventualmente justificado – por parte do caro MolochBaal.

    Segundo o que me atrevo a tentar perceber, para o caro MolochBaal o regime sobre o qual vivemos é absolutamente indiferente para vivência real do dia-a-dia.
    Tanto faz viver na monarquia da Dinamarca como na república Alemã desde que se viva bem.
    Concordo…

    As realizações do desenvolvimento e do progresso da Humanidade face às minudências da estrutura organizativa da sociedade onde eles assentam, com se definem e a quem se dirigem, são de longe prioritárias – até porque assim, estatísticamente somos mais ricos e estamos mais próximos de realizar as nossas fantasias, pois ao fim ao cabo, é para isso que nós cá estamos, e vida, só há esta!…

    Se estiver a pensar nisto enquanto observo o meu belíssimo umbigo, assim de repente, até penso que estou de acordo…
    Mas se por exemplo, estiver a resolver um sudoku, já não concordo.

    Vá lá saber-se porquê, chateia-me a ideia de alguém, pelo facto de possuir uma determinada sequência específica de ADN, possa deter o direito de representar mesmo que simbolicamente um grupo de indivíduos.
    Muito mais ainda me aborrece que essa sequência específica de ADN, possa ser invocada para a atribuição de algum poder decisório sobre o que quer que seja, para além do exercido sobre o próprio possuidor desse ADN.

    Não é preciso ser licenciado em História para perceber que a aceitação da sucessão genética da liderança, permitia ultrapassar o problema de escolha de um líder, o que naqueles tempos, só podia ser resolvido à chapada…
    Era um bom sistema para garantir a paz na altura de susbtituição de um líder, e a dada altura na Europa até era gerida centralmente pelo Vaticano – Por exemplo, Portugal apenas o é, porque o Vaticano autorizou a sua existência.

    Desejando que a civilização e a sociedade evolua pacificamente para uma meritocracia, não posso ser indiferente a este detalhe organizativo da sociedade, pois para além de se ter revelado como uma solução para a transição pacífica de poder ao longo da História Humana, também me parece que não tenha qualquer futuro em termos de reconhecimento de legitimidade por parte de uma povo cada vez mais esclarecido e culto.

    Com mais ou menos atropelos nos métodos implementados, quando se atinge o estado de República, é impensável o retorno a uma sociedade com um sistema decisório baseado no “mérito” de uma sequência de ADN específica.
    A não ser, claro, que um qualquer republicano fascista crie um super-homem geneticamente perfeito que seja a base da futura casta dirigente a nível planetário.

    Espero sinceramente que as próximas gerações não caiam nesse tipo de esparrela…

  • Abrasivus

    Tendo em atenção a profundidade do tema em causa, a troca de argumentos até seria interessante de acompanhar, não fosse algum azedume – eventualmente justificado – por parte do caro MolochBaal.

    Segundo o que me atrevo a tentar perceber, para o caro MolochBaal o regime sobre o qual vivemos é absolutamente indiferente para vivência real do dia-a-dia.
    Tanto faz viver na monarquia da Dinamarca como na república Alemã desde que se viva bem.
    Concordo…

    As realizações do desenvolvimento e do progresso da Humanidade face às minudências da estrutura organizativa da sociedade onde eles assentam, com se definem e a quem se dirigem, são de longe prioritárias – até porque assim, estatísticamente somos mais ricos e estamos mais próximos de realizar as nossas fantasias, pois ao fim ao cabo, é para isso que nós cá estamos, e vida, só há esta!…

    Se estiver a pensar nisto enquanto observo o meu belíssimo umbigo, assim de repente, até penso que estou de acordo…
    Mas se por exemplo, estiver a resolver um sudoku, já não concordo.

    Vá lá saber-se porquê, chateia-me a ideia de alguém, pelo facto de possuir uma determinada sequência específica de ADN, possa deter o direito de representar mesmo que simbolicamente um grupo de indivíduos.
    Muito mais ainda me aborrece que essa sequência específica de ADN, possa ser invocada para a atribuição de algum poder decisório sobre o que quer que seja, para além do exercido sobre o próprio possuidor desse ADN.

    Não é preciso ser licenciado em História para perceber que a aceitação da sucessão genética da liderança, permitia ultrapassar o problema de escolha de um líder, o que naqueles tempos, só podia ser resolvido à chapada…
    Era um bom sistema para garantir a paz na altura de susbtituição de um líder, e a dada altura na Europa até era gerida centralmente pelo Vaticano – Por exemplo, Portugal apenas o é, porque o Vaticano autorizou a sua existência.

    Desejando que a civilização e a sociedade evolua pacificamente para uma meritocracia, não posso ser indiferente a este detalhe organizativo da sociedade, pois para além de se ter revelado como uma solução para a transição pacífica de poder ao longo da História Humana, também me parece que não tenha qualquer futuro em termos de reconhecimento de legitimidade por parte de uma povo cada vez mais esclarecido e culto.

    Com mais ou menos atropelos nos métodos implementados, quando se atinge o estado de República, é impensável o retorno a uma sociedade com um sistema decisório baseado no “mérito” de uma sequência de ADN específica.
    A não ser, claro, que um qualquer republicano fascista crie um super-homem geneticamente perfeito que seja a base da futura casta dirigente a nível planetário.

    Espero sinceramente que as próximas gerações não caiam nesse tipo de esparrela…

  • MolochBaal

    Olá Abrasivus.

    O meu tom é causado pela dificuldade de me dar com o género humano. Não é só aqui. Só estou bem quando estou a ver o star Trek e evito demasiado contacto com os meus semelhantes. Adiante.

    A primeira parte do teu texto expressa exactamente o que eu estou a dizer. A segunda também. Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    Existem argumentos contra e a favor, dos quais nem estou convencido da superioridade absoluta de nenhum dos lados. Por exemplo, concordo com o teu repúdio pelo “culto do ADN”, mas lembro-te que a questão da “chapada” ainda se mantém.

    Por exemplo, um opositor do Cavaco pode não gostar de o ver como presidente. A família real pode ser vista como uma solução, em que alguém de fora da luta partidária e treinado desde pequeno para a imparcialidade política, pode ser um compromisso possível.
    Por outro lado, questões puramente técnicas e económicas, como a instabilidade provocada pela mudança constante de presidente, a inevitável inexperiência dos constantemente novos presidentes, a poupança económica na ausência de eleições constantes – onde se gasta mais do que a mais luxuosa família real, etc. Não quero dizer com isto que esteja plenamente convencido do primado destas vantagens óbvias, mas apenas chamar a atenção de que elas existem.

    Dizes, por exemplo, ser impossível um povo evoluido passar por uma republica e regressar ao estado de monarquia, esquecendo que foi precisamente o que aconteceu em Espanha, que por acaso é muito mais evoluída do que nós – a todos os níveis.

    Só que a questão aqui não é essa. Não é isso que está a ser discutido.
    A minha intervenção deveu-se ao modo como, quem está sempre a bramar contra o terrorismo islâmico ou a dizer que a religião é a fonte por excelência da violência, quem grita contra toda a violência, depois vem glorificar quem, afinal, para todos os efeitos cometeu um acto TERRORISTA.

    Depois, dizem que lamentam o assassinato, mas gabam-se alegremente da rejeição de um simples voto de pesar na assembleia da republica, que seria o mais natural para quem diz que lamenta tanto…

    A acrescentar a isso, uma série de imprecisões, em que os terroristas em questão são apresentados quase como os salvadores da pátria, arrebatada pelos heróis a um destino pior do que a morte. O sistema monarquico constitucional é apresentado com as cores de uma ditadura fascista e a todas as minhas incrédulas chamadas de atenção, para o facto de todos os regimes monárquicos ocidentais serem democracias que na sua maior parte funcionam bem melhor do que a nossa, são-me atiradas à cara uma série de incongruências, como não aceitarem comparações com a Espanha “porque é muito diferente”, mas irem buscar a suazilãndia etc.

    Olha, acho muito bem que tenhas as tuas convicções republicanas. Mas defende-as com cabeça e honestidade. Não me queiram convencer que, se não fosse o Buiça, se a monarquia não tem caído, agora viviamos numa espécie de III Reich. Se o que está em causa é apenas o aspecto simbólico da questão administrativa, então discuta-se esse aspecto, que também terá a sua importãncia. Mas não se façam telenovelas, principalmente à base de material de fiçcão tirado de filmes de terror série B.

    Entretanto, já agora, haja também alguma seriedade e coerência. Se condenam o terrorismo islâmico, por ser terrorismo, condenem também o terrorismo republicano. E principalmente o pormenor farisaico de condenar o crime mas glorificar o criminoso é demasiado para o meu estômago. É como se condenassem o apedrejamento de mulheres por um tribunal islãmico mas acrescentassem logo que o tribunal até tinha toda a razão e que os juízes eram combatentes da liberdade, uns heróis e um exemplo para todos nós…

  • MolochBaal

    Olá Abrasivus.

    O meu tom é causado pela dificuldade de me dar com o género humano. Não é só aqui. Só estou bem quando estou a ver o star Trek e evito demasiado contacto com os meus semelhantes. Adiante.

    A primeira parte do teu texto expressa exactamente o que eu estou a dizer. A segunda também. Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    Existem argumentos contra e a favor, dos quais nem estou convencido da superioridade absoluta de nenhum dos lados. Por exemplo, concordo com o teu repúdio pelo “culto do ADN”, mas lembro-te que a questão da “chapada” ainda se mantém.

    Por exemplo, um opositor do Cavaco pode não gostar de o ver como presidente. A família real pode ser vista como uma solução, em que alguém de fora da luta partidária e treinado desde pequeno para a imparcialidade política, pode ser um compromisso possível.
    Por outro lado, questões puramente técnicas e económicas, como a instabilidade provocada pela mudança constante de presidente, a inevitável inexperiência dos constantemente novos presidentes, a poupança económica na ausência de eleições constantes – onde se gasta mais do que a mais luxuosa família real, etc. Não quero dizer com isto que esteja plenamente convencido do primado destas vantagens óbvias, mas apenas chamar a atenção de que elas existem.

    Dizes, por exemplo, ser impossível um povo evoluido passar por uma republica e regressar ao estado de monarquia, esquecendo que foi precisamente o que aconteceu em Espanha, que por acaso é muito mais evoluída do que nós – a todos os níveis.

    Só que a questão aqui não é essa. Não é isso que está a ser discutido.
    A minha intervenção deveu-se ao modo como, quem está sempre a bramar contra o terrorismo islâmico ou a dizer que a religião é a fonte por excelência da violência, quem grita contra toda a violência, depois vem glorificar quem, afinal, para todos os efeitos cometeu um acto TERRORISTA.

    Depois, dizem que lamentam o assassinato, mas gabam-se alegremente da rejeição de um simples voto de pesar na assembleia da republica, que seria o mais natural para quem diz que lamenta tanto…

    A acrescentar a isso, uma série de imprecisões, em que os terroristas em questão são apresentados quase como os salvadores da pátria, arrebatada pelos heróis a um destino pior do que a morte. O sistema monarquico constitucional é apresentado com as cores de uma ditadura fascista e a todas as minhas incrédulas chamadas de atenção, para o facto de todos os regimes monárquicos ocidentais serem democracias que na sua maior parte funcionam bem melhor do que a nossa, são-me atiradas à cara uma série de incongruências, como não aceitarem comparações com a Espanha “porque é muito diferente”, mas irem buscar a suazilãndia etc.

    Olha, acho muito bem que tenhas as tuas convicções republicanas. Mas defende-as com cabeça e honestidade. Não me queiram convencer que, se não fosse o Buiça, se a monarquia não tem caído, agora viviamos numa espécie de III Reich. Se o que está em causa é apenas o aspecto simbólico da questão administrativa, então discuta-se esse aspecto, que também terá a sua importãncia. Mas não se façam telenovelas, principalmente à base de material de fiçcão tirado de filmes de terror série B.

    Entretanto, já agora, haja também alguma seriedade e coerência. Se condenam o terrorismo islâmico, por ser terrorismo, condenem também o terrorismo republicano. E principalmente o pormenor farisaico de condenar o crime mas glorificar o criminoso é demasiado para o meu estômago. É como se condenassem o apedrejamento de mulheres por um tribunal islãmico mas acrescentassem logo que o tribunal até tinha toda a razão e que os juízes eram combatentes da liberdade, uns heróis e um exemplo para todos nós…

  • MolochBaal

    Olá Abrasivus.

    O meu tom é causado pela dificuldade de me dar com o género humano. Não é só aqui. Só estou bem quando estou a ver o star Trek e evito demasiado contacto com os meus semelhantes. Adiante.

    A primeira parte do teu texto expressa exactamente o que eu estou a dizer. A segunda também. Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    Existem argumentos contra e a favor, dos quais nem estou convencido da superioridade absoluta de nenhum dos lados. Por exemplo, concordo com o teu repúdio pelo “culto do ADN”, mas lembro-te que a questão da “chapada” ainda se mantém.

    Por exemplo, um opositor do Cavaco pode não gostar de o ver como presidente. A família real pode ser vista como uma solução, em que alguém de fora da luta partidária e treinado desde pequeno para a imparcialidade política, pode ser um compromisso possível.
    Por outro lado, questões puramente técnicas e económicas, como a instabilidade provocada pela mudança constante de presidente, a inevitável inexperiência dos constantemente novos presidentes, a poupança económica na ausência de eleições constantes – onde se gasta mais do que a mais luxuosa família real, etc. Não quero dizer com isto que esteja plenamente convencido do primado destas vantagens óbvias, mas apenas chamar a atenção de que elas existem.

    Dizes, por exemplo, ser impossível um povo evoluido passar por uma republica e regressar ao estado de monarquia, esquecendo que foi precisamente o que aconteceu em Espanha, que por acaso é muito mais evoluída do que nós – a todos os níveis.

    Só que a questão aqui não é essa. Não é isso que está a ser discutido.
    A minha intervenção deveu-se ao modo como, quem está sempre a bramar contra o terrorismo islâmico ou a dizer que a religião é a fonte por excelência da violência, quem grita contra toda a violência, depois vem glorificar quem, afinal, para todos os efeitos cometeu um acto TERRORISTA.

    Depois, dizem que lamentam o assassinato, mas gabam-se alegremente da rejeição de um simples voto de pesar na assembleia da republica, que seria o mais natural para quem diz que lamenta tanto…

    A acrescentar a isso, uma série de imprecisões, em que os terroristas em questão são apresentados quase como os salvadores da pátria, arrebatada pelos heróis a um destino pior do que a morte. O sistema monarquico constitucional é apresentado com as cores de uma ditadura fascista e a todas as minhas incrédulas chamadas de atenção, para o facto de todos os regimes monárquicos ocidentais serem democracias que na sua maior parte funcionam bem melhor do que a nossa, são-me atiradas à cara uma série de incongruências, como não aceitarem comparações com a Espanha “porque é muito diferente”, mas irem buscar a suazilãndia etc.

    Olha, acho muito bem que tenhas as tuas convicções republicanas. Mas defende-as com cabeça e honestidade. Não me queiram convencer que, se não fosse o Buiça, se a monarquia não tem caído, agora viviamos numa espécie de III Reich. Se o que está em causa é apenas o aspecto simbólico da questão administrativa, então discuta-se esse aspecto, que também terá a sua importãncia. Mas não se façam telenovelas, principalmente à base de material de fiçcão tirado de filmes de terror série B.

    Entretanto, já agora, haja também alguma seriedade e coerência. Se condenam o terrorismo islâmico, por ser terrorismo, condenem também o terrorismo republicano. E principalmente o pormenor farisaico de condenar o crime mas glorificar o criminoso é demasiado para o meu estômago. É como se condenassem o apedrejamento de mulheres por um tribunal islãmico mas acrescentassem logo que o tribunal até tinha toda a razão e que os juízes eram combatentes da liberdade, uns heróis e um exemplo para todos nós…

  • MolochBaal

    A acrescentar a isto, é estarrecedor que a glorificação dos terroristas seja apresentada com a capa da defesa da democracia mas, quando se referem os graves problemas sociais que configuram um falhanço da nossa democracia e que, por azar, já foram resolvidos na maior parte das monarquias europeias, e que, também por azar, a nossa republica NUNCA QUIS resolver.

    Aí os nossos ultra-libertários glorificadores de terroristas, de repente, kagam na liberdade que tanto apregoam e gozam com a desgraça da maior parte da populção portuguesa, portam-se como os condes de antanho, e, ao estilo da melhor extrema direita ultra-conservadora, gozando com quem se refira aos problemas como um “chorão” e dando a entender que, se alguém está mal – que enriqueça.

    É por isso que a nossa republica é a mesma PIOLHEIRA que a monarquia já era.

    E é aí aqui o único ponto em que discordo contigo. Para mim, olhar para o umbigo é concentrar-se em questões de forma e ignorar os brutais atropelos à democracia que a nossa sociedade encara com total indiferença.

    É a esta hipocrisia que, por exemplo, enquanto os nossos libertários republicanos berram por pormenores administrativos, cerca de um quinto da populçaõ trabalhadora vive na miséria, cerca de um quinto da força de trabalho é vítima da BURLA generalizada dos recibos verdes que permite ao estado e patrões roubar parte do vencimento e retirar todos os direitos aos trabalhadores ao mesmo tempo que se praticam salários de miséria.

    Entretanto, discutem-se pormenores administrativos. E quem estiver mal que enriqueça. Quiçá para começar também a roubar os outros e o ultimo que feche a porta.

    Granda piolheira.

    É a isto que eu chamo olhar para o umbigo.

  • MolochBaal

    A acrescentar a isto, é estarrecedor que a glorificação dos terroristas seja apresentada com a capa da defesa da democracia mas, quando se referem os graves problemas sociais que configuram um falhanço da nossa democracia e que, por azar, já foram resolvidos na maior parte das monarquias europeias, e que, também por azar, a nossa republica NUNCA QUIS resolver.

    Aí os nossos ultra-libertários glorificadores de terroristas, de repente, kagam na liberdade que tanto apregoam e gozam com a desgraça da maior parte da populção portuguesa, portam-se como os condes de antanho, e, ao estilo da melhor extrema direita ultra-conservadora, gozando com quem se refira aos problemas como um “chorão” e dando a entender que, se alguém está mal – que enriqueça.

    É por isso que a nossa republica é a mesma PIOLHEIRA que a monarquia já era.

    E é aí aqui o único ponto em que discordo contigo. Para mim, olhar para o umbigo é concentrar-se em questões de forma e ignorar os brutais atropelos à democracia que a nossa sociedade encara com total indiferença.

    É a esta hipocrisia que, por exemplo, enquanto os nossos libertários republicanos berram por pormenores administrativos, cerca de um quinto da populçaõ trabalhadora vive na miséria, cerca de um quinto da força de trabalho é vítima da BURLA generalizada dos recibos verdes que permite ao estado e patrões roubar parte do vencimento e retirar todos os direitos aos trabalhadores ao mesmo tempo que se praticam salários de miséria.

    Entretanto, discutem-se pormenores administrativos. E quem estiver mal que enriqueça. Quiçá para começar também a roubar os outros e o ultimo que feche a porta.

    Granda piolheira.

    É a isto que eu chamo olhar para o umbigo.

  • MolochBaal

    A acrescentar a isto, é estarrecedor que a glorificação dos terroristas seja apresentada com a capa da defesa da democracia mas, quando se referem os graves problemas sociais que configuram um falhanço da nossa democracia e que, por azar, já foram resolvidos na maior parte das monarquias europeias, e que, também por azar, a nossa republica NUNCA QUIS resolver.

    Aí os nossos ultra-libertários glorificadores de terroristas, de repente, kagam na liberdade que tanto apregoam e gozam com a desgraça da maior parte da populção portuguesa, portam-se como os condes de antanho, e, ao estilo da melhor extrema direita ultra-conservadora, gozando com quem se refira aos problemas como um “chorão” e dando a entender que, se alguém está mal – que enriqueça.

    É por isso que a nossa republica é a mesma PIOLHEIRA que a monarquia já era.

    E é aí aqui o único ponto em que discordo contigo. Para mim, olhar para o umbigo é concentrar-se em questões de forma e ignorar os brutais atropelos à democracia que a nossa sociedade encara com total indiferença.

    É a esta hipocrisia que, por exemplo, enquanto os nossos libertários republicanos berram por pormenores administrativos, cerca de um quinto da populçaõ trabalhadora vive na miséria, cerca de um quinto da força de trabalho é vítima da BURLA generalizada dos recibos verdes que permite ao estado e patrões roubar parte do vencimento e retirar todos os direitos aos trabalhadores ao mesmo tempo que se praticam salários de miséria.

    Entretanto, discutem-se pormenores administrativos. E quem estiver mal que enriqueça. Quiçá para começar também a roubar os outros e o ultimo que feche a porta.

    Granda piolheira.

    É a isto que eu chamo olhar para o umbigo.

  • MolochBaal

    Aproveito, já que ninguém está a ligar nenhuma, mas ainda não me barraram o acesso, para concluir:

    Enquanto houver uma classe que está acima da lei, enquanto a lei for imposta com dureza apenas aos pobres, com o objectivo de os privar dos seus rendimentos (roubar), enquanto aos ricos tudo é permitido, como é configurado em casos como a burla dos recibos verdes e em todas as outras violações da LEI que devia ser para todos – NÃO EXISTE DEMOCRACIA !

    Vocês podem até mudar de presidente, todos os anos, ou todas as semanas. Todos os presidentes têm sido coniventes e não existe democracia enquanto as pessoas são espoliadas dos seus direitos, reconhecidos por lei, e dos seus rendimentos, em proveito de uma aristocracia, neste caso do dinheiro. A vossa democracia não passa de COSMÉTICA. O liberalismo e a repuiblica não fizeram mais do que substiruir a aristocracia do sangue pela do dinheiro.

    Quanto ao argumento “esmagador” de que a sociedade aceita isto, a sociedade também já aceitou que se queimassem judeus e ateus em praça pública, e não é por essa aceitação que esses actos se tornaram mais aceitáveis lógica ou moralmente.

    E pronto, deixem-me a falar sozinho e tenham muitos orgasmos cada vez que se muda de presidente para ficar tudo na mesma. Tenho dito…

  • MolochBaal

    Aproveito, já que ninguém está a ligar nenhuma, mas ainda não me barraram o acesso, para concluir:

    Enquanto houver uma classe que está acima da lei, enquanto a lei for imposta com dureza apenas aos pobres, com o objectivo de os privar dos seus rendimentos (roubar), enquanto aos ricos tudo é permitido, como é configurado em casos como a burla dos recibos verdes e em todas as outras violações da LEI que devia ser para todos – NÃO EXISTE DEMOCRACIA !

    Vocês podem até mudar de presidente, todos os anos, ou todas as semanas. Todos os presidentes têm sido coniventes e não existe democracia enquanto as pessoas são espoliadas dos seus direitos, reconhecidos por lei, e dos seus rendimentos, em proveito de uma aristocracia, neste caso do dinheiro. A vossa democracia não passa de COSMÉTICA. O liberalismo e a repuiblica não fizeram mais do que substiruir a aristocracia do sangue pela do dinheiro.

    Quanto ao argumento “esmagador” de que a sociedade aceita isto, a sociedade também já aceitou que se queimassem judeus e ateus em praça pública, e não é por essa aceitação que esses actos se tornaram mais aceitáveis lógica ou moralmente.

    E pronto, deixem-me a falar sozinho e tenham muitos orgasmos cada vez que se muda de presidente para ficar tudo na mesma. Tenho dito…

  • MolochBaal

    Aproveito, já que ninguém está a ligar nenhuma, mas ainda não me barraram o acesso, para concluir:

    Enquanto houver uma classe que está acima da lei, enquanto a lei for imposta com dureza apenas aos pobres, com o objectivo de os privar dos seus rendimentos (roubar), enquanto aos ricos tudo é permitido, como é configurado em casos como a burla dos recibos verdes e em todas as outras violações da LEI que devia ser para todos – NÃO EXISTE DEMOCRACIA !

    Vocês podem até mudar de presidente, todos os anos, ou todas as semanas. Todos os presidentes têm sido coniventes e não existe democracia enquanto as pessoas são espoliadas dos seus direitos, reconhecidos por lei, e dos seus rendimentos, em proveito de uma aristocracia, neste caso do dinheiro. A vossa democracia não passa de COSMÉTICA. O liberalismo e a repuiblica não fizeram mais do que substiruir a aristocracia do sangue pela do dinheiro.

    Quanto ao argumento “esmagador” de que a sociedade aceita isto, a sociedade também já aceitou que se queimassem judeus e ateus em praça pública, e não é por essa aceitação que esses actos se tornaram mais aceitáveis lógica ou moralmente.

    E pronto, deixem-me a falar sozinho e tenham muitos orgasmos cada vez que se muda de presidente para ficar tudo na mesma. Tenho dito…

  • Pingback: bingo hall ecw

  • manuel

    Esse MolochBaal.
    Tem vàrios nomes,é observator ,sem papas na lingua,porque tem a boca cheia de mérda .A monarquia é melhor que a Républica hein?Foram eles que puséram Portugal na miséria,ainda ficou alguns preveligiados mas os filhos ,e a vida que lévam nâo vai tardar muito que nâo estejam ao làdo das classes desfavoresisadas.A Grosa Albion que como costuma fugir…o Iraque é um exemplo,tinha tipos vendidos no famoso ultimato,que a tua monarquia cagou-se toda ,gostas d’eles porque continuam a ir à missa,grande bruto

  • manuel

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    Tem vàrios nomes,é observator ,sem papas na lingua,porque tem a boca cheia de mérda .A monarquia é melhor que a Républica hein?Foram eles que puséram Portugal na miséria,ainda ficou alguns preveligiados mas os filhos ,e a vida que lévam nâo vai tardar muito que nâo estejam ao làdo das classes desfavoresisadas.A Grosa Albion que como costuma fugir…o Iraque é um exemplo,tinha tipos vendidos no famoso ultimato,que a tua monarquia cagou-se toda ,gostas d’eles porque continuam a ir à missa,grande bruto

  • manuel

    Esse MolochBaal.
    Tem vàrios nomes,é observator ,sem papas na lingua,porque tem a boca cheia de mérda .A monarquia é melhor que a Républica hein?Foram eles que puséram Portugal na miséria,ainda ficou alguns preveligiados mas os filhos ,e a vida que lévam nâo vai tardar muito que nâo estejam ao làdo das classes desfavoresisadas.A Grosa Albion que como costuma fugir…o Iraque é um exemplo,tinha tipos vendidos no famoso ultimato,que a tua monarquia cagou-se toda ,gostas d’eles porque continuam a ir à missa,grande bruto

  • MolochBaal

    Olá manuel.

    É difícel perceber o que dizes, mas é fácil perceber que não percebes patavina de nada do que foi dito.

    – Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    – Não sou cristão mas agnóstico.

    – A tua ideia de que foi a monarquia a responsável pela guerra no Iraque, quando a monarquia inglesa mais não fez do que andar a reboque da grande REPUBLICA americana, é uma demonstração da tua condição de atrasado mental.

    – Continuamos a ser os mais pobres da Europa depois de 100 anos de republica. O que não parece incomodar nada os teus correligionários republicanos que só se importam com a faceta masturbatória da mudança constante de presidente – ficando sempre tudo na mesma.

    Toda a minha argumentação foi no sentido de que se tem de ser coerente com aquilo que se diz e não inventar montes de tretas apenas porque dá para propaganda.

    Posto isto, uma besta como tu é o perfeito exemplo do que eu estava a dizer. O fanatismo cretinizado não é um apanágio exclusivo dos religiosos, mas um patrimonio de toda a humanidade.

    Chegaste aqui, não percebeste nada da discussão, mas topaste que eu não estava a seguir estritamente a linha ideológica ditada pelos teus mentores. Logo, atacas-me com uma data de cretinices sem sentido nenhum. Os católicos fazem-no para ganhar o céu, tu, talvez, para ganhares um lugar no altar da pátria do Carlos esperança. Mas és igualzinho a qualquer beata atrasada mental.

  • MolochBaal

    Olá manuel.

    É difícel perceber o que dizes, mas é fácil perceber que não percebes patavina de nada do que foi dito.

    – Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    – Não sou cristão mas agnóstico.

    – A tua ideia de que foi a monarquia a responsável pela guerra no Iraque, quando a monarquia inglesa mais não fez do que andar a reboque da grande REPUBLICA americana, é uma demonstração da tua condição de atrasado mental.

    – Continuamos a ser os mais pobres da Europa depois de 100 anos de republica. O que não parece incomodar nada os teus correligionários republicanos que só se importam com a faceta masturbatória da mudança constante de presidente – ficando sempre tudo na mesma.

    Toda a minha argumentação foi no sentido de que se tem de ser coerente com aquilo que se diz e não inventar montes de tretas apenas porque dá para propaganda.

    Posto isto, uma besta como tu é o perfeito exemplo do que eu estava a dizer. O fanatismo cretinizado não é um apanágio exclusivo dos religiosos, mas um patrimonio de toda a humanidade.

    Chegaste aqui, não percebeste nada da discussão, mas topaste que eu não estava a seguir estritamente a linha ideológica ditada pelos teus mentores. Logo, atacas-me com uma data de cretinices sem sentido nenhum. Os católicos fazem-no para ganhar o céu, tu, talvez, para ganhares um lugar no altar da pátria do Carlos esperança. Mas és igualzinho a qualquer beata atrasada mental.

  • MolochBaal

    Olá manuel.

    É difícel perceber o que dizes, mas é fácil perceber que não percebes patavina de nada do que foi dito.

    – Nunca disse que a monarquia é melhor do que a republica.

    – Não sou cristão mas agnóstico.

    – A tua ideia de que foi a monarquia a responsável pela guerra no Iraque, quando a monarquia inglesa mais não fez do que andar a reboque da grande REPUBLICA americana, é uma demonstração da tua condição de atrasado mental.

    – Continuamos a ser os mais pobres da Europa depois de 100 anos de republica. O que não parece incomodar nada os teus correligionários republicanos que só se importam com a faceta masturbatória da mudança constante de presidente – ficando sempre tudo na mesma.

    Toda a minha argumentação foi no sentido de que se tem de ser coerente com aquilo que se diz e não inventar montes de tretas apenas porque dá para propaganda.

    Posto isto, uma besta como tu é o perfeito exemplo do que eu estava a dizer. O fanatismo cretinizado não é um apanágio exclusivo dos religiosos, mas um patrimonio de toda a humanidade.

    Chegaste aqui, não percebeste nada da discussão, mas topaste que eu não estava a seguir estritamente a linha ideológica ditada pelos teus mentores. Logo, atacas-me com uma data de cretinices sem sentido nenhum. Os católicos fazem-no para ganhar o céu, tu, talvez, para ganhares um lugar no altar da pátria do Carlos esperança. Mas és igualzinho a qualquer beata atrasada mental.

  • paulu

    Sou republicano e ateu, e por isso mesmo, não enalteço assassinos nem fanáticos como Manuel Buíça e Alfredo Costa. Mais que ridicularizar reis e bispos, ser republicano e ser ateu – como o entendo – é respeitar a vida. O rei Carlos não era Hitler, nem era Estaline. O filho dele não era não era Hitler, nem era Estaline. E lamento quando vejo o ideal republicano associado assassinatos, a fanatismos e a coisas como a que escreveu.

  • paulu

    Sou republicano e ateu, e por isso mesmo, não enalteço assassinos nem fanáticos como Manuel Buíça e Alfredo Costa. Mais que ridicularizar reis e bispos, ser republicano e ser ateu – como o entendo – é respeitar a vida. O rei Carlos não era Hitler, nem era Estaline. O filho dele não era não era Hitler, nem era Estaline. E lamento quando vejo o ideal republicano associado assassinatos, a fanatismos e a coisas como a que escreveu.

  • paulu

    Sou republicano e ateu, e por isso mesmo, não enalteço assassinos nem fanáticos como Manuel Buíça e Alfredo Costa. Mais que ridicularizar reis e bispos, ser republicano e ser ateu – como o entendo – é respeitar a vida. O rei Carlos não era Hitler, nem era Estaline. O filho dele não era não era Hitler, nem era Estaline. E lamento quando vejo o ideal republicano associado assassinatos, a fanatismos e a coisas como a que escreveu.

  • manuel

    MolochBaal.
    Tens uma grande gueule,e depois quéres ter o panél sò para dizêr besteiras.Existe muitas Republicas no Mundo onde o mundo vive feliz com a ordem estabelesida,O comunismo por muito que fez mal a sua populaçâo,sempre foi menos que os Tsares fizéram,A Inglaterra nâo teve muitas desordens por causa do regime que excersia,em Portugal existe uma miséria por causa dos governos governarem para si com a autorisaçâo do presidente da republica do primeiro menistro e outros amigos .Que tem salàrios faraminosos e outras avantagens.Até quando?Um outro Buiça!Paises
    mais pequenos que o nosso que nâo prescisam de armada O Costa Rica é um d’eles mas existem outros.Portugal precisa de leis mais sevéras contra aqueles que sâo supostos nos defenderem,mas nâo é isso que se vê,a monarquia nada tem a ver com a honestidade dos eleitos.Férme a gueulle com as tuas monarquises.

  • manuel

    MolochBaal.
    Tens uma grande gueule,e depois quéres ter o panél sò para dizêr besteiras.Existe muitas Republicas no Mundo onde o mundo vive feliz com a ordem estabelesida,O comunismo por muito que fez mal a sua populaçâo,sempre foi menos que os Tsares fizéram,A Inglaterra nâo teve muitas desordens por causa do regime que excersia,em Portugal existe uma miséria por causa dos governos governarem para si com a autorisaçâo do presidente da republica do primeiro menistro e outros amigos .Que tem salàrios faraminosos e outras avantagens.Até quando?Um outro Buiça!Paises
    mais pequenos que o nosso que nâo prescisam de armada O Costa Rica é um d’eles mas existem outros.Portugal precisa de leis mais sevéras contra aqueles que sâo supostos nos defenderem,mas nâo é isso que se vê,a monarquia nada tem a ver com a honestidade dos eleitos.Férme a gueulle com as tuas monarquises.

  • manuel

    MolochBaal.
    Tens uma grande gueule,e depois quéres ter o panél sò para dizêr besteiras.Existe muitas Republicas no Mundo onde o mundo vive feliz com a ordem estabelesida,O comunismo por muito que fez mal a sua populaçâo,sempre foi menos que os Tsares fizéram,A Inglaterra nâo teve muitas desordens por causa do regime que excersia,em Portugal existe uma miséria por causa dos governos governarem para si com a autorisaçâo do presidente da republica do primeiro menistro e outros amigos .Que tem salàrios faraminosos e outras avantagens.Até quando?Um outro Buiça!Paises
    mais pequenos que o nosso que nâo prescisam de armada O Costa Rica é um d’eles mas existem outros.Portugal precisa de leis mais sevéras contra aqueles que sâo supostos nos defenderem,mas nâo é isso que se vê,a monarquia nada tem a ver com a honestidade dos eleitos.Férme a gueulle com as tuas monarquises.

  • MolochBaal

    manuel.

    Assim é difícil. Encarnas tão bem o papel do fanático obtuso, que não percebe nada e está pronto a matar por uma idiotice qualquer, que até me sinto constrangido por ter tanta razão.

    Vamos começar por um conceito simples :

    EU NUNCA DISSE QUE A MONARQUIA É MELHOR DO QUE A REPÚBLICA.

    Lê os textos, medita, pede conselho. Quando conseguires perceber uma frase de 6 palavras, poderás começar com voos mais longos, quiçá um dia consigas compreender até um artigo de jornal inteirinho. Até lá esforça-te.

    E tenta não assassinar algum porteiro de hotel por confundires a farda com a de ditador sul-americano.

    PS

    Uma besta como tu, sem dúvida está ao nível de um Buiça. Se não desenvolveres o teu neurónio, tens fortes possibilidades de acabar no altar da pátria do Esperança. Já tremo pelo porteiro do hotel Excelsior…

  • MolochBaal

    manuel.

    Assim é difícil. Encarnas tão bem o papel do fanático obtuso, que não percebe nada e está pronto a matar por uma idiotice qualquer, que até me sinto constrangido por ter tanta razão.

    Vamos começar por um conceito simples :

    EU NUNCA DISSE QUE A MONARQUIA É MELHOR DO QUE A REPÚBLICA.

    Lê os textos, medita, pede conselho. Quando conseguires perceber uma frase de 6 palavras, poderás começar com voos mais longos, quiçá um dia consigas compreender até um artigo de jornal inteirinho. Até lá esforça-te.

    E tenta não assassinar algum porteiro de hotel por confundires a farda com a de ditador sul-americano.

    PS

    Uma besta como tu, sem dúvida está ao nível de um Buiça. Se não desenvolveres o teu neurónio, tens fortes possibilidades de acabar no altar da pátria do Esperança. Já tremo pelo porteiro do hotel Excelsior…

  • MolochBaal

    manuel.

    Assim é difícil. Encarnas tão bem o papel do fanático obtuso, que não percebe nada e está pronto a matar por uma idiotice qualquer, que até me sinto constrangido por ter tanta razão.

    Vamos começar por um conceito simples :

    EU NUNCA DISSE QUE A MONARQUIA É MELHOR DO QUE A REPÚBLICA.

    Lê os textos, medita, pede conselho. Quando conseguires perceber uma frase de 6 palavras, poderás começar com voos mais longos, quiçá um dia consigas compreender até um artigo de jornal inteirinho. Até lá esforça-te.

    E tenta não assassinar algum porteiro de hotel por confundires a farda com a de ditador sul-americano.

    PS

    Uma besta como tu, sem dúvida está ao nível de um Buiça. Se não desenvolveres o teu neurónio, tens fortes possibilidades de acabar no altar da pátria do Esperança. Já tremo pelo porteiro do hotel Excelsior…

  • MolochBaal

    paulu,

    Queria felicitar-te pela tua dignidade e coerência. Podemos ter ideias muito diferentes. Mas acho que o fundamental é precisamente isso – dignidade e coerência.

  • MolochBaal

    paulu,

    Queria felicitar-te pela tua dignidade e coerência. Podemos ter ideias muito diferentes. Mas acho que o fundamental é precisamente isso – dignidade e coerência.

  • MolochBaal

    paulu,

    Queria felicitar-te pela tua dignidade e coerência. Podemos ter ideias muito diferentes. Mas acho que o fundamental é precisamente isso – dignidade e coerência.

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  • veradictum

    Só agora me foi possível ler o artigo e comentários.
    Parabéns ao sr. C. Esperança, articulista que muito admiro.
    No entanto, mesmo correndo o risco de, aparentemente, ser considerado contraditório, não posso deixar de dar também os meus sinceros parabéns a MollochBaal. Penso da mesma forma e assino por baixo tudo aquilo que tão brilhantemente expôs, de uma forma tão frontal e coerente. Usou, não só dos vastos e profundos conhecimentos que mostra possuir, como também uma grande humildade e simplicidade (simplicidade só aparente, claro) e ainda uma grande clareza, precisão, lucidez e concisão, raramente vistos…
    Não acho que existam nesta área, grandes diferenças de pensamento insanáveis entre o sr. MollochBaal e o sr. C. Esperança: ambos são brilhantes.

  • veradictum

    Só agora me foi possível ler o artigo e comentários.
    Parabéns ao sr. C. Esperança, articulista que muito admiro.
    No entanto, mesmo correndo o risco de, aparentemente, ser considerado contraditório, não posso deixar de dar também os meus sinceros parabéns a MollochBaal. Penso da mesma forma e assino por baixo tudo aquilo que tão brilhantemente expôs, de uma forma tão frontal e coerente. Usou, não só dos vastos e profundos conhecimentos que mostra possuir, como também uma grande humildade e simplicidade (simplicidade só aparente, claro) e ainda uma grande clareza, precisão, lucidez e concisão, raramente vistos…
    Não acho que existam nesta área, grandes diferenças de pensamento insanáveis entre o sr. MollochBaal e o sr. C. Esperança: ambos são brilhantes.

  • veradictum

    Só agora me foi possível ler o artigo e comentários.
    Parabéns ao sr. C. Esperança, articulista que muito admiro.
    No entanto, mesmo correndo o risco de, aparentemente, ser considerado contraditório, não posso deixar de dar também os meus sinceros parabéns a MollochBaal. Penso da mesma forma e assino por baixo tudo aquilo que tão brilhantemente expôs, de uma forma tão frontal e coerente. Usou, não só dos vastos e profundos conhecimentos que mostra possuir, como também uma grande humildade e simplicidade (simplicidade só aparente, claro) e ainda uma grande clareza, precisão, lucidez e concisão, raramente vistos…
    Não acho que existam nesta área, grandes diferenças de pensamento insanáveis entre o sr. MollochBaal e o sr. C. Esperança: ambos são brilhantes.

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