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  • 26 de Janeiro, 2008
  • Por Ricardo Alves
  • Laicidade

«Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»

Terça-feira 29 de Janeiro, às 18h30m na Biblioteca Museu República e Resistência, terá lugar a conferência «Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro», por Francisco Carromeu (organização da Associação República e Laicidade).

Refira-se que, há apenas 100 anos, existiam em Portugal organizações como a Associação do Registo Civil (mais tarde, Associação do Livre Pensamento), capazes de reunir 20 000 pessoas em manifestações anticlericais. É uma época difícil de imaginar hoje, e na qual se registaram enormes avanços para a causa da laicidade. A conferência ajudará certamente a desfazer alguns mitos que a propaganda monárquica e católica tem propagado.

16 thoughts on “«Do 28 de Janeiro ao 5 de Outubro»”
  • kavkaz

    Notícia fora do tema…

    População em Portugal está a aumentar

    Mais 29 mil do que no ano anterior
    Portugal tinha 10,6 milhões de residentes em 2006

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=907801&div_id=1730

    Comentário: O Cardeal, os bispos e os padres católicos estão de parabéns pelo contributo dado ao aumento da população portuguesa !

  • kavkaz

    Notícia fora do tema…

    População em Portugal está a aumentar

    Mais 29 mil do que no ano anterior
    Portugal tinha 10,6 milhões de residentes em 2006

    http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=907801&div_id=1730

    Comentário: O Cardeal, os bispos e os padres católicos estão de parabéns pelo contributo dado ao aumento da população portuguesa !

  • kavkaz

    Cinco milhões de imagens
    Processos da Inquisição de Lisboa vão ser digitalizados

    «Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição de Lisboa vão estar disponíveis on-line. O processo de recuperação e digitalização integral dos 17.980 processos, referentes ao período entre 1536 e 1821, ainda vai demorar cerca de três anos a estar completo, mas constitui, sem dúvida, uma boa notícia para os investigadores.

    A Inquisição, como tribunal eclesiástico, perseguiu e condenou aqueles cujas acções e convicções diferiam das leis da Igreja católica. De acordo com o historiador António Borges Coelho, a Inquisição de Lisboa é especialmente relevante no contexto português, já que “as comunidades estrangeiras estavam sediadas em Lisboa, a liberdade de pensamento emergia mais facilmente, os livros clandestinos chegavam mais facilmente a Lisboa”. Era mais fácil encontrar na capital as principais vítimas da Inquisição: os judeus, as bruxas, os mancebos, os homossexuais, explica o historiador. “Os processos da Inquisição de Lisboa são especialmente ricos por isso.”

    O escritor e dramaturgo António José da Silva foi uma das vítimas do Santo Ofício. Preso e torturado pelos membros da Inquisição por ser judeu, acabou por ser queimado num auto-de-fé. Este é apenas um dos muitos processos que vão estar acessíveis a partir de qualquer computador.

    Para António Borges Coelho, a digitalização destes processos “é uma notícia magnífica”, mas não é suficiente para reavivar na memória que “milhares de pessoas passaram pela humilhação dos autos-de-fé”. E lança a questão: “Para quando uma oliveira nas praças portuguesas, em Lisboa, Évora, Coimbra, onde mais de 2000 pessoas foram queimadas por expressarem opiniões diferentes?”.»

    http://www.ateismo.net/?p=4338#comments

  • kavkaz

    Cinco milhões de imagens
    Processos da Inquisição de Lisboa vão ser digitalizados

    «Cinco milhões de imagens do arquivo da Inquisição de Lisboa vão estar disponíveis on-line. O processo de recuperação e digitalização integral dos 17.980 processos, referentes ao período entre 1536 e 1821, ainda vai demorar cerca de três anos a estar completo, mas constitui, sem dúvida, uma boa notícia para os investigadores.

    A Inquisição, como tribunal eclesiástico, perseguiu e condenou aqueles cujas acções e convicções diferiam das leis da Igreja católica. De acordo com o historiador António Borges Coelho, a Inquisição de Lisboa é especialmente relevante no contexto português, já que “as comunidades estrangeiras estavam sediadas em Lisboa, a liberdade de pensamento emergia mais facilmente, os livros clandestinos chegavam mais facilmente a Lisboa”. Era mais fácil encontrar na capital as principais vítimas da Inquisição: os judeus, as bruxas, os mancebos, os homossexuais, explica o historiador. “Os processos da Inquisição de Lisboa são especialmente ricos por isso.”

    O escritor e dramaturgo António José da Silva foi uma das vítimas do Santo Ofício. Preso e torturado pelos membros da Inquisição por ser judeu, acabou por ser queimado num auto-de-fé. Este é apenas um dos muitos processos que vão estar acessíveis a partir de qualquer computador.

    Para António Borges Coelho, a digitalização destes processos “é uma notícia magnífica”, mas não é suficiente para reavivar na memória que “milhares de pessoas passaram pela humilhação dos autos-de-fé”. E lança a questão: “Para quando uma oliveira nas praças portuguesas, em Lisboa, Évora, Coimbra, onde mais de 2000 pessoas foram queimadas por expressarem opiniões diferentes?”.»

    http://www.ateismo.net/?p=4338#comments

  • kavkaz

    Casamentos civis já ultrapassaram os religiosos em várias regiões portuguesas

    «E não foi só no litoral, tradicionalmente menos conservador. Em concelhos do interior transmontano como Boticas, Bragança, Montalegre, Vimioso e Vinhais houve mais pessoas a casar-se pelo civil do que pela Igreja Católica, segundo o INE.
    (…)
    Como seria de esperar, as regiões onde os casamentos católicos mais perderam terreno foram a Grande Lisboa, o Alentejo e o Algarve.
    (…)
    Apesar de ainda não se reflectir nos totais nacionais (47.857 casamentos, dos quais 24.950 católicos e 22.895 civis), o abandono da cerimónia religiosa “vai rapidamente alargar-se a todas as regiões do país”, segundo Anália Torres do ISCTEe autora do livro “Casamentos em Portugal”. A socióloga nota que a preferência pelos casamentos civis é uma tendência há muito instalada na Europa. “Em Portugal, e nos países mais a sul, é que está a ter uma manifestação mais tardia”, contextualiza.

    (jornal “Público” de hoje)

  • kavkaz

    Casamentos civis já ultrapassaram os religiosos em várias regiões portuguesas

    «E não foi só no litoral, tradicionalmente menos conservador. Em concelhos do interior transmontano como Boticas, Bragança, Montalegre, Vimioso e Vinhais houve mais pessoas a casar-se pelo civil do que pela Igreja Católica, segundo o INE.
    (…)
    Como seria de esperar, as regiões onde os casamentos católicos mais perderam terreno foram a Grande Lisboa, o Alentejo e o Algarve.
    (…)
    Apesar de ainda não se reflectir nos totais nacionais (47.857 casamentos, dos quais 24.950 católicos e 22.895 civis), o abandono da cerimónia religiosa “vai rapidamente alargar-se a todas as regiões do país”, segundo Anália Torres do ISCTEe autora do livro “Casamentos em Portugal”. A socióloga nota que a preferência pelos casamentos civis é uma tendência há muito instalada na Europa. “Em Portugal, e nos países mais a sul, é que está a ter uma manifestação mais tardia”, contextualiza.

    (jornal “Público” de hoje)

  • RJ

    (Fora de tema também)

    Anselmo Borges, no DN de hoje

    http://dn.sapo.pt/2008/01/26/opiniao/a_aposta_pascal_existencia_solidaria.html

  • RJ

    (Fora de tema também)

    Anselmo Borges, no DN de hoje

    http://dn.sapo.pt/2008/01/26/opiniao/a_aposta_pascal_existencia_solidaria.html

  • Abrasivus

    (continuando o fora de tema…)

    A propósito do artigo de Anselmo Borges que o caro RJ indicou:

    Anselmo Borges muito provavelmente, inspirou-se no livro «Ah, apanhei-te!» da colecção Desafios Matemáticos da RBA e vendido recentemente com um jornal diário, onde a aposta de Pascal é um dos exemplos inseridos no capítulo sobre Probabilidade (paradoxos sobre o acaso, as apostas e as crenças).

    Blaise Pascal, o pequeno génio que aos 10 anos de idade inventou a primeira máquina de calcular mecânica do mundo para ajudar o pai que era contabilista, morreu precocemente aos 39 anos com um legado à Humanidade absolutamente notável.

    A famosa aposta de Pascal na sua obra «Pensamentos» insere-se num contexto mais lato onde se apresenta como mais um exemplo do processo de identificação de probabilidades em determinados cenários e onde se verifica se o “jogo” – qualquer que ele seja – beneficia ou não alguma das partes. Foi sem saber um pioneiro na Teoria dos jogos.

    Sendo a base negocial entre jogadores a vida eterna em troca da crença (para simples satisfação do ego da divindade), trata-se de um exemplo óbvio de um jogo a favor de um dos jogadores – nós – e a aposta correcta é a crença.

    Esqueceu-se Anselmo Borges de referir e desenvolver a objecção à aposta de Pascal de autoria do filósofo francês Denis Diderot que aparece no mesmo capítulo:
    «Existem muitas outras religiões, como o Islão, que também condicionam a salvação à aceitação da doutrina. Aplicar-se-á também a elas a aposta de Pascal? Se sim, deveremos aderir a todas elas?».

    Em resumo: Se todas as religiões retiram a vida eterna aos descrentes, então vamos encontrarmo-nos todos no inferno independentemente da religião que adoptemos.

    Se a base negocial entre jogadores for a vida eterna em troca da boa conduta (como já seria de esperar de uma divindade minimamente decente), mais uma vez é um jogo a nosso favor e a aposta correcta é a boa conduta.

    Assim, admitindo a hipótese de um deus que valoriza a boa conduta humana e que não seja vaidoso, as regras do jogo já são levemente diferentes e tenho a certeza que muito ateus que conheço irão entrar gloriosamente pela porta da frente do céu, enquanto muitos outros crentes que conheço arderão no inferno…

  • Abrasivus

    (continuando o fora de tema…)

    A propósito do artigo de Anselmo Borges que o caro RJ indicou:

    Anselmo Borges muito provavelmente, inspirou-se no livro «Ah, apanhei-te!» da colecção Desafios Matemáticos da RBA e vendido recentemente com um jornal diário, onde a aposta de Pascal é um dos exemplos inseridos no capítulo sobre Probabilidade (paradoxos sobre o acaso, as apostas e as crenças).

    Blaise Pascal, o pequeno génio que aos 10 anos de idade inventou a primeira máquina de calcular mecânica do mundo para ajudar o pai que era contabilista, morreu precocemente aos 39 anos com um legado à Humanidade absolutamente notável.

    A famosa aposta de Pascal na sua obra «Pensamentos» insere-se num contexto mais lato onde se apresenta como mais um exemplo do processo de identificação de probabilidades em determinados cenários e onde se verifica se o “jogo” – qualquer que ele seja – beneficia ou não alguma das partes. Foi sem saber um pioneiro na Teoria dos jogos.

    Sendo a base negocial entre jogadores a vida eterna em troca da crença (para simples satisfação do ego da divindade), trata-se de um exemplo óbvio de um jogo a favor de um dos jogadores – nós – e a aposta correcta é a crença.

    Esqueceu-se Anselmo Borges de referir e desenvolver a objecção à aposta de Pascal de autoria do filósofo francês Denis Diderot que aparece no mesmo capítulo:
    «Existem muitas outras religiões, como o Islão, que também condicionam a salvação à aceitação da doutrina. Aplicar-se-á também a elas a aposta de Pascal? Se sim, deveremos aderir a todas elas?».

    Em resumo: Se todas as religiões retiram a vida eterna aos descrentes, então vamos encontrarmo-nos todos no inferno independentemente da religião que adoptemos.

    Se a base negocial entre jogadores for a vida eterna em troca da boa conduta (como já seria de esperar de uma divindade minimamente decente), mais uma vez é um jogo a nosso favor e a aposta correcta é a boa conduta.

    Assim, admitindo a hipótese de um deus que valoriza a boa conduta humana e que não seja vaidoso, as regras do jogo já são levemente diferentes e tenho a certeza que muito ateus que conheço irão entrar gloriosamente pela porta da frente do céu, enquanto muitos outros crentes que conheço arderão no inferno…

  • Abrasivus

    Pequena correcção:
    Pascal tinha 19 anos quando inventou a máquina de calcular e não 10 como escrevi.

  • Abrasivus

    Pequena correcção:
    Pascal tinha 19 anos quando inventou a máquina de calcular e não 10 como escrevi.

  • Ateu comunista bolivariano

    Acho contraditório Portugal comemorar o 25/4 e eleger Salazar o “português de sempre”

  • Ateu comunista bolivariano

    Acho contraditório Portugal comemorar o 25/4 e eleger Salazar o “português de sempre”

  • elmano

    Caro ACB
    Neste jardim à Beira Mar plantado, tudo é possível. Temos a chamada Classe Média mais estúpida do planeta.
    Face a isso tudo é possível. Como já não podem esperar mais pelo D. Sebastião, viram-se agora para os sucedâneos.

  • elmano

    Caro ACB
    Neste jardim à Beira Mar plantado, tudo é possível. Temos a chamada Classe Média mais estúpida do planeta.
    Face a isso tudo é possível. Como já não podem esperar mais pelo D. Sebastião, viram-se agora para os sucedâneos.

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