Adolfo Hitler – um bom cristão
Alguns pios visitantes do Diário Ateísta, devotos de qualquer biltre que use a tiara pontifícia, gostam de acoimar de ateu o carniceiro anti-semita Adolfo Hitler.
Curiosamente, a ICAR, tão lesta a excomungar o comunismo, nunca usou a mesma arma para o nazismo e o fascismo. O livro «A minha luta» e o seu autor nunca foram parar ao Índex onde jazem Sartre, Simone e o perigoso Larousse, autor da… demoníaca Enciclopédia, com o seu nome.
Pio XII, amigo de Hitler, foi com esse ateu que assinou mais uma concordata. A ICAR, com as concordatas, parece vendedora de enciclopédias ao domicílio, e a prestações, ansiosa de obter a assinatura do comprador.
Os militares nazis usavam nas fardas, como divisa, «Deus está connosco». O ateu Hitler obrigava as crianças das escolas a começarem o dia com uma oração ao bom Jesus.
Deve ao ateísmo, certamente, o facto de as suas tropas terem sido recebidas em festa na Áustria com o beneplácito da Conferência Episcopal, sem uma única abstenção.
Após a morte, a missa solene mandada rezar pela ICAR foi uma deferência para com o ateu e suicida.
O Diário Ateísta compreende que João Paulo II não lhe tenha encomendado um milagre nem tenha alvitrado o seu nome para a beatificação mas não esperava que os católicos chegassem tão longe ao ponto de o renegar e considerá-lo ateu.
Aliás, a ICAR, que canonizou duas mulas e um cão (por lapso, é certo), podia também consagrar o antigo menino de coro Adolfo Hitler. Não ficava mal no mesmo altar de Santo Escrivá.
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