Ninguém pense que a pedofilia é exclusiva da ICAR
A devassidão é uma tradição do clero que a secularização das sociedades permitiu investigar. Dá a impressão de que a ICAR, sobretudo nos Estados Unidos, se converteu num paraíso de pederastas com forte vocação pedófila, mas não é fácil aceitar que os padres católicos sejam mais perversos do que os mullahs islâmicos ou os dignitários de outras religiões.
Claro que é difícil absolver bispos e cardeais que encobriram a actividade criminosa dos seus padres, que pagaram indemnizações aos ofendidos a troco do silêncio, que transferiram sucessivamente de paróquia os agressores, para ofenderem outras crianças e prevaricarem de novo.
Em França o Bispo Pierre Pican acabou condenado pelos tribunais por ter ocultado as actividades pedófilas do sacerdote René Bissey, condenado a 18 anos de prisão por ter abusado sexualmente de 11 menores.
Nos EUA recordamos o Cardeal de Nova York, Edward Egan, que encobriu vários sacerdotes e o Cardeal Bernard Law, Arcebispo de Boston, que se limitava a transferir os delinquentes entre os quais John Geoghan a quem se atribuem 130 vítimas de uma longa e cruel carreira de pederasta.
Não estão em causa as opções sexuais do clero nem a hipócrita exigência da castidade ou do celibato. O que é verdadeiramente inquietante são os crimes contra crianças, vítimas indefesas da confiança cega que os pais depositam nas sotainas.
E não basta que o papa afirme que a Igreja se sente próxima das vítimas. Nestes casos era preferível manter-se um pouco mais afastada.
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